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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

SALVANDO A ECONOMIA...

“A QUESTÃO É SE, FRENTE À ATUAL CRISE NACIONAL, NÓS PODEMOS PARAR COM O CIRCO POLÍTICO E FAZER ALGO PARA AJUDAR A ECONOMIA”

Não, a frase é de Barak Obama, e não de Dilma, se você pensou nela. Obama tem razão, o que não quer dizer nos darmos as mãos de um lado e fecharmos os olhos de outro. Pode servir para qualquer Presidente em momento que requer atenção, sem deixar de lado a atenção para o cenário político - que tem seus fortes impactos na economia nacional.

FILME NOVO?

      OU FILME JÁ VISTO?
‘Dilma se opõe a petistas sobre mídia’.
Com o título acima, o ‘Estado’ (6 de setembro, pág. A6) chama a atenção para o chamado ‘controle da mídia’, proposto no 4º congresso do PT. Segundo o jornal, a Presidente teme perder apoio da classe média e setores mais bem informados da população.

Qualquer tentativa de ‘regulamentação’ dos órgãos de comunicação tende a ser vista como perigosa: a sombra do caudilho Chávez parece estar sempre presente. E há quem saia defendendo que uma coisa é partido, e outra governo, esquecendo-se de que nas eleições tudo é ‘a mesma coisa’.
A posição de Dilma é salutar e cautelosa. Porém, essas leves ‘peitadas’ lembram o início do governo Erundina em São Paulo, que provocaram uma cisão em sua base que levou à perda do controle da máquina.
Lembro-me de que, para ‘passar’ leis na Câmara de São Paulo - a exemplo de uma por nós gestada, para o Teatro Municipal -, a Prefeita chegou a ‘entregar’ projetos nas mãos de alguns vereadores pouco expressivos (e em busca de holofotes) da oposição, para que vingassem.
Terminou assim aquela que foi considerada pelas áreas de Educação e Cultura a melhor gestão da capital paulista por décadas.
Karl Marx ainda é querido por tantos ainda afeitos com rigor às suas idéias - apesar de ser da lavra do pensador alemão a frase ‘a única coisa que não mudará na minha filosofia é que ela mudará sempre’, o que nos faz supor que a esquerda mais conservadora não leu este pensamento. Marx dizia que ‘A história se repete, mas da segunda vez como farsa’. Ora, não há fatos inéditos na história, e sim personagens. Portanto tudo é história ou tudo é farsa.
Deixemos de lado os devaneios e fiquemos observando o que as decisões pessoais de Dilma podem trazer de positivo, e como ela enfrentará o chamado ‘fogo amigo’. O apoio deve ser sempre para quando ela estiver certa, como nesse caso da ‘regulamentação’.

GÊNIOS, GÊNIOS

O HUMOR DOS GÊNIOS

Talvez pela facilidade com que vivem o dia a dia, com que compreendem o mundo, pelas descobertas e soluções ‘prontas’, os gênios tenham um humor diferenciado. Pois sabe-se que foi assim com Michelangelo, que achou sua estátua de Moisés tão perfeita que, conta a história, teria nela batido com uma marreta, aos gritos de “parla!” (fala!). Tal qual Mozart, que compunha com perfeição e rapidez suas obras, e se divertia com toda sorte de besteiras, como as que escrevia em cartas a Constanze Weber, sua amada esposa: coisas como “do teu stu, Knaller Paller, Schnip, Schnap, Schnur, Schnepepperl-Snai”. E, mesmo com seu azedume costumeiro, Beethoven não perdia a chance de dizer asneiras, como ‘parece um bando de carneiros mortos’, referindo-se aos arbustos bem podados dos jardins de Viena.
Einstein, o pai da teoria da relatividade, lidava com coisas abstratas e ‘simples’ como a energia resultante da massa vezes a velocidade da luz ao quadrado, ficou eternizado por uma foto em que aparece com a língua inteiramente de fora, uma horrível careta. Dizem que a linda (porém reconhecidamente estúpida) Marilyn Monroe teria proposto ao gênio alemão ‘produzirem’ um filho, pois a criança nasceria com a inteligência dele e a beleza dela. Mas ouviu como resposta um rápido “melhor não, porque vai que nasce com a minha beleza e a sua inteligência?" (A ser publicado na íntegra em 'O Progresso' do sábado, 17/12)

sábado, 3 de setembro de 2011

O ESTRANGULADOR DE BOSTON

Nome: Albert De Salvo. Veredito: Culpado.
Mas pode ter sido engano
(Em ‘O Progresso’ de sábado, 3 de setembro)

Ao me mudar para os EUA, fui inicialmente morar em Brighton, uma daquelas pacatas vilazinhas do entorno de Boston. Como precisava economizar, e queria me ver longe daquele ‘gueto’ brasileiro – pretendia dominar a língua inglesa -, parti para a região central da cidade, mais precisamente para a Rua Gainsborough (foto acima), a mesma da universidade (New England) na qual estudava. Essa rua dá para os fundos do afamado Boston Symphony Hall (palco de uma das mais importantes orquestras do mundo) e faz esquina com a Huntington Avenue (foto abaixo), lateral da mesma sala de concertos.
Desde o início, ouvia de colegas piadas que eu não entendia, como “cuidado com o estrangulador”, “mataram mais uma hoje?” Quando pedi explicação para aquele ‘bullying’, contaram-me algo em que não podia acreditar: no prédio 77, geminado ao meu (de no 79), 17 anos antes, residira e cometera seu primeiro assassinato o famoso ‘estrangulador de Boston’.
Junho de 1962. Aquela rua bem ao estilo inglês, prédios idênticos de tijolo aparente e janelas ‘baywindow’, era ideal para estudantes e trabalhadores modestos, além de pessoas sozinhas, pois os apartamentos de quarto e cozinha mal comportavam duas pessoas. No dia 14, às 19h49, os oficiais Benson e Joyce, cumprindo determinação da Central de Polícia, adentram o apartamento de Anna Slesers, 55, no primeiro andar do prédio de número 77. Slesers fora encontrada morta, enforcada com o cinto de seu roupão de banho pendurado na janela. O policial Juris, sentado, lamentava o ‘suicídio’, quando seu colega Mellon exclamou: “Está louco? Você chama isso de suicídio?”. Chegaram a fazer uma aposta. Mellon levou: Slesers havia sido brutalmente assassinada. Sem motivo aparente, sem estupro, sem pistas.
Duas semanas depois, no dia 30 de junho, desta vez na Commonwealth Ave (no 1640), que passa na frente do mesmo Symphony Hall, é encontrada nas mesmas condições a Sra. Nina Nichols, 68. No mesmo dia, também, Helen Blake, 65, em Lynn. Sem motivo aparente, sem estupro, sem pistas. A cidade, antes pacata e ordeira, recolheu-se, entorpecida pelo pânico. Senhoras levavam gás pimenta e pequenos objetos perfurantes nas bolsas, denunciavam-se assassinos potenciais aqui e ali. Diferentemente do famoso ‘Jack, o estripador’ de Londres (1888), que violentava, assassinava e mutilava prostitutas - deixando pistas para com sua inteligência desafiar a Polícia -, o de Boston tinha um perfil diferente: a quinta vítima da série, Sophie Clark, tinha apenas 20 anos, e as duas seguintes 23, quebrando o ‘padrão’, típico do comportamento de assassinos seriais. A última das 13 vítimas foi Mary Brown, 69, 8 meses depois. Isso desfez a tese de que se tratava de um ‘estrangulador de idosas’.
Um certo Albert De Salvo tinha passagens policiais como maníaco: fora  fichado como “Homem-medida” (gostava de usar uma fita para tirar medidas de corpos femininos, como um costureiro). Tinha também fetiche por dedos dos pés de mulheres, e levava uma lanterna portátil para ‘espiar’ sandálias nos cinemas da cidade.
Preso como principal suspeito, De Salvo logo confessou todos os assassinatos. Seu advogado, Mr. Bailey, requereu internação psiquiátrica no Hospital Estadual de Bridgewater, mas o próprio réu mudou de ideia, preferindo enfrentar o Júri, e passou a negar a autoria dos crimes. Foi preso, fugiu, foi recapturado e trancado em Walpole, presídio de segurança máxima, onde acabou assassinado em 1971.
Em 2001, com novas técnicas de identificação por DNA, o corpo de Mary Sullivan, a 11ª vítima, foi exumado, e todos os vestígios encontrados remetiam a dois homens, mas nenhum deles era De Salvo. Outras investigações se seguiram, mas com certeza absoluta sabia-se apenas que De Salvo fora um psicopata. Casey Shermann concluiu: “se De Salvo não matou Mary Sullivan, embora tenha confessado o crime com terríveis detalhes, ele não matou nenhuma dessas mulheres”.
(Em tempo: o ‘Estadão’ de 1º de setembro publicou uma pequena nota informando que, em Londres, com técnicas e softwares avançados, foi traçado o retrato falado de ‘Jack, o estripador’, a partir de descrições e depoimentos arquivados. Só que os crimes ocorreram em 1888, ou seja, há 123 anos! É, a Scotland Yard não que deixar esse  caso insepulto para a história).

LEI DO CONSERVATÓRIO: NA CCJR

DEPUTADO SAMUEL MOREIRA
PL 654/11 visa a restabelecer a vigência da Lei 997/1951, que criou o Conservatório de Tatuí

O Projeto de Lei 645/2011, proposto pelo Deputado Estadual Samuel Moreira (PSDB), visa a restabelecer a vigência da histórica Lei 997/1951, de Narciso Pieroni, que criou o Conservatório de Tatuí. A Lei de criação foi revogada em 2006 juntamente com um grande número de outras normas legais por propositura do então Deputado Cândido Vaccarezza (PT), conforme já foi publicado aqui.

Andamento atual: após apresentado, o Projeto de Moreira passou em pauta por 5 sessões regimentais, conforme as normas da Casa, e ingressou na CCJR (Comissão de Constituição de Justiça e Redação). Lá, em 30/08 foi designado relator o Deputado Fernando Capez (PSDB), conhecido Promotor de Justiça e atualmente Deputado Estadual e membro da Comissão.

Após relatado favoravelmente – do que temos certeza, pois o Projeto de Lei está muito bem embasado e respaldado em decisão semelhante -, o assunto deverá ir ao Plenário. Segue o status atual:

"POEMA ENJOADINHO": VINICIUS/AUTRAN

PAULO AUTRAN RECITA VINICIUS
O genial “Poema enjoadinho”, na voz do ator
(que completaria 89 anos no próximo dia
7 de setembro, o dia da Pátria)

“Filhos... Filhos? Melhor não tê-los. Mas, se não os temos, como sabê-los?”. Esta obra-prima de verso, de simplicidade e criatividade sem par, um elogio à dúvida, é o ‘mote’ do poema. Melhor do que ler é ouvi-lo na voz do ator (parece que ele fala para todos os que, como ele, não têm ou tiveram filhos):
POR FALAR EM PAULO AUTRAN E VINICIUS
Quem se lembra do ator e do “Poetinha”,
em “Soneto da Fidelidade”?

Por falar em aniversário de nascimento do ator, dia 7 de setembro, por que não ouvir também, recitado por ele, o “Soneto da Fidelidade” – aquele que fala do amor “que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito, enquanto dure”?

O “Poetinha” ganhou esse apelido por falar sempre usando diminutivos: “chopinho”, “amiguinha”, “uisquinho”... Vinicius foi um raríssimo caso de poeta genial e letrista genial (as duas artes são absolutamente distintas e, em geral inconciliáveis). Além de filósofo da vida, músico, diplomata, amante, pacifista, etc. etc. etc.

BRASIL, DOENTE CULTURAL

SINTOMAS DE QUE O BRASIL ESTÁ DOENTE
Nós estamos mal, o termômetro é a cultura

Enquanto os eternizados poemas de Vinicius recitados por Paulo Autran acusam poucas centenas de acessos na Internet, algumas inutilidades como o funk “Surra de bunda” (dança que me recuso a descrever) alcançam centenas de milhares de visitas rapidamente. “Que país é esse”, Renato Russo?
Legião urbana mostra o clipe de lançamento da música que leva esse título (1987)

A ORDEM DOS MÚSICOS E O MINISTRO

“PARA CELSO DE MELLO, ARTE

NÃO SE SUJEITA AO ESTADO”

Decisão no STF termina com a obrigatoriedade

de filiação à Ordem dos Músicos

para o exercício da profissão

Matéria de Marília Scriboni (com o título acima) para o site Conjur (www.conjur.com.br), reproduz voto do ministro Celso de Mello:
“A liberdade de expressão artística não se sujeita a controles estatais, pois o espírito humano, que há de ser permanentemente livre, não pode expor-se, no processo de criação, a mecanismos burocráticos que imprimam restrições”. Amen.
Encerram-se, assim, 51 anos de OMB e mais de 40 anos passados de uma antiga gestão de absurdos de toda ordem (a antiga diretoria, entronizada pelo Golpe de 64, foi despejada por ordem judicial somente há poucos anos). Parece que acabou a ‘Ordem’, não?

Não!

Explico: a OMB é uma autarquia federal – ou seja, todos seus diretores e funcionários são remunerados. Com o desaparecimento das funções dos titulares, e continuando a existir, de direito, a entidade, eles devem continuar recebendo salários, al dolce far niente, como dizem os italianos. A Lei e os Conselhos Federal e Regionais continuam existindo. E agora?
Qualquer semelhança com a situação da Lei que criou o Conservatório não é mera coincidência: se a Lei permanece, o Conservatório de Tatuí permanece existindo, independentemente de qualquer forma de geri-lo. Sem a Lei, rompida a gestão, resta o nada, o fim. Para refletir.

CRISTINA ORTIZ

CRISTINA ORTIZ INAUGURA NOVO STEINWAY
Conservatório de Tatuí recebe estrela internacional
para estrear piano especial doado por
Arnaldo Egydio Setúbal (Itaú)

No repertório, obras de tirar o fôlego: Scherzi e Ballades de Chopin. Vale a pena assistir: será a primeira apresentação da artista no interior.