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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

E-MAIL DO AGUINALDO SILVA - Autor de “Fina Estampa” escreve

De: Aguinaldo Silva
Enviada em: quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 15:17
Para: henriqueautran@uol.com.br
Assunto: Autran Dourado em "Fina Estampa"

Meu caro
Henrique Autran,

sou fã incondicional do seu pai, e acho que ele anda um tanto - e injustamente - esquecido, por tratei de lembrá-lo em minha novela, já que tenho nela uma professora de literatura brasileira. Fiz isso com outros autores, grandes como o seu pai: Clarice Lispector, Manoel Bandeira, Adélia Prado, Cecília Meirelles... E até a novela terminar anda pretendo citar outros mais.
Uma curiosidade: Clarice Lispector e Autran Dourado eu conheci na mesma noite, quando ele lançava o monumental "A Barca dos Homens" e eu, um garoto de 16 anos, estreava com "Redenção para Job", na antiga Livraria Eldorado de Copacabana. Clarice estava lá de convidada, junto com a maior parte dos "monstros" literários que eu considerava inacessíveis a um adolescente cheio de sonhos como eu. Foi uma noite que me marcou para sempre.
Gostei de saber que temos opiniões parecidas sobre certas figuras...
Um abraço do

Aguinaldo Silva.

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PROPAGANDA DE ALCKMIN ANTECIPOU “LUIZA, QUE ESTÁ NO CANADÁ”.

Em clipe da campanha de 2008, Alckmin reúne a família, apresenta Dona Lu, os filhos e genro, “menos o Geraldo, que está no México”.
Confira:

ZOE THOMSON, DE 8 ANOS, TOCA GUITARRA COMO ESTRELA

Popstar precoce, Zoe faz solos de guitarra com uma técnica surpreendente. Pior: demonstra conhecimento de harmonia, escalas... bom, enfim, muita coisa que muita estrela não conhece. Pior: a informação é que Zoe começou na guitarra aos 2 anos de idade. Zoe é líder da Mini Band, todos entre 7 e 10 anos de idade. Vale checar:


O SOM DOS SONHOS (para ser lido em série) - Parte 1/5

O SOM DOS SONHOS (para ser lido em série)
Parte 1/5
(a ser publicado na íntegra em O Progresso de 4/02)

Em seu magistral livro “A interpretação dos sonhos”, Sigmund Freud (1856-1939) propõe-se a aprofundar a questão dos mistérios que operam a mente dos indivíduos durante o período de repouso (enquanto se dorme), em contraposição à vigília (quando se está acordado). E se propõe mesmo sabendo que o assunto nunca será totalmente desvendado pelo homem. De forma prudente, ele inicia seu texto abordando as experiências de pesquisadores importantes que já se debruçaram sobre o tema – Freud chegou a contabilizar mais de 150 trabalhos publicados anteriormente a 1900.

O chamado “pai da psicanálise” inicia investigando as teorias de Burdach (1838), que concluiu que a vida cotidiana não se repete nos sonhos – pelo contrário, diz ele, “os sonhos têm como objetivo verdadeiro nos livrarmos dela”. Strümpell (1887) estabelece ainda maior distância entre os dois estágios (repouso e vigília), afirmando que “o homem que sonha fica afastado do mundo da consciência da vigília”. Já Haffner (1887) vê uma passagem fluida entre os dois estados (sonho/vigília), e afirma que “os sonhos dão prosseguimento à vida de vigília. Nossos sonhos se associam regularmente às representações que estiveram em nossas consciências pouco antes”. Já Weygandt (1893) contrapõe-se frontalmente a Burdach, e propõe que há elos de ligação entre os dois estados da mente, descrevendo-os de maneira bastante clara. Já a linha de raciocínio de Freud se fixa na vida cotidiana, introduz a ideia do desejo e da memória oculta no subconsciente, ingredientes que afloram sem controle quando o indivíduo sonha, o que ocorre no chamado estágio REM (do inglês, “movimento rápido dos olhos”) do repouso.

REM

O SONHO DE TARTINI COM O DIABO: RAPID EYE MOVEMENTS - Parte 2/5

Essa brevíssima introdução serve para compreendermos melhor o papel que os sonhos representam na música de todos os tempos. Um primeiro exemplo poderia ser Tartini (1692-1770), com seu “Trillo do diabo”, peça absurdamente difícil que afirmou ter composto ainda na cama, após acordar subitamente, gravando na partitura o que havia, momentos antes, visto em sonho executado no violino pelo... sim, ele mesmo, o capeta. (Além de reportar ao mito alemão do século 15, explorado depois também por Goethe (1749-1832) e Thomas Mann – este, em seu “Doutor Fausto” (1947), sobre o desejo de vender a alma ao demo para obter vantagens desmedidas (no caso, o virtuosismo musical). Mendelssohn (1809-1847), em sua obra “Sonhos de uma noite de verão”, transpõe para a música uma comédia (1590) de Shakespeare cuja marcha nupcial é executada em 10 entre 10 casamentos no mundo inteiro. A obra aborda o sonho de maneira divertida, cheio das alegorias e fantasias de Shakespeare, traduzidas em música com muita graça pelo compositor alemão. No vídeo abaixo, um trecho de “Sonhos de uma noite de verão, com balé coreografado por Ballanchine, no Boston Opera House em 2011:

DOCES SONHOS DOS COMPOSITORES ROMÂNTICOS - Parte 3/5

Schumann (1810-1856) embebe em romantismo exacerbado, sensual, sua “Träumerei” (“a sonhar”), sétima parte da obra “Sonhos infantis” para piano, inebriado pela paixão que nutria -ele bem mais velho- pela jovem Clara desde a adolescência. Moça a quem, alguns anos depois,  desposaria. Mais adiante, Liszt (1811-1886) descreve seu “Sonho de amor” ao piano, assim como Koussevitzky (1874-1951), ‘canta’ sua melancólica e sensual “Rêverie” (“Devaneio”) para contrabaixo. E o fazem com o mesmo espírito, externando de alguma forma a sublimação de desejos ocultos e do que Freud chamava ‘sentidos objetivos’. O estado de quem sonha também é descrito poeticamente como onírico - do grego ‘oneiros’ (sonho). Já no vocabulário médico, delírio onírico é expressão que se refere a alucinações visuais ou estado psicótico doentio involuntário ou induzido por alguma substância, como álcool ou drogas.

O SONHO ANARQUISTA DE JOE HILL E A VOZ SUAVE DE JOAN BAEZ - Parte 4/5

“Joe Hill”, canção folk de Alfred Hayes sobre o militante anarquista sueco-americano assassinado em 1915, foi um dos maiores sucessos de Joan Baez, ícone do gênero e um dos marcos do Festival de Woodstock (1969): “Eu sonhei que vi / Joe Hill na noite de ontem / tão vivo quanto você e eu...”. Hayes quer trazer à militância seu líder de volta em sonho, uma espécie de “sebastianismo” (séc. 16), ou seja, no caso da música, manter viva a esperança de “ressurreição” para que os corações dos revolucionários não se acomodassem em seus ideais.

DOCES SONHOS ROMÂNTICOS - Parte 3/5

SONHOS BRASILEIROS - Parte 5/5

“Fascination” (“Fascinação”), composta a 8 mãos e perenizada por Nat King Cole, foi um dos marcos da interpretação da majestosa “Pimentinha” (Elis Regina), que nos deixou há 30 anos. Cantando “entre os sonhos mais lindos que eu tive”, revela-se um amor quase devoto, pleno de flores, castelos e sedução. John Lennon confessa sua decepção com o mundo, os ídolos, as crenças e ideologias, e afirma só acreditar nele e em Yoko Ono. Nessa fase niilista (do latim ‘nihil’: nada), uma negação geral de tudo, a morte do sentido das coisas em “The dream is over”: “O sonho acabou / o que posso dizer? / o sonho acabou ontem / (...) Então, meus amigos / vocês só têm que ‘ir levando’ / o sonho acabou”.

"Fascinação" com Elis em Porto, Portugal, 1978


Já por aqui, Gilberto Gil dá uma volta na desilusão de Lennon e desata, de forma divertida, sua saudade dos belos tempos de juventude curtidos no passado, porém apostando na frustração dos que nunca sonharam: “O sonho acabou / quem não dormiu no ‘sleeping bag’ nem sequer sonhou / (...) e foi pesado o sono pra quem não sonhou”. (Abaixo, uma gravação rara de Alcione (1o. compacto, de 1972, com a letra):