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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

LOTTE & ZWEIG EM PETRÓPOLIS: O DUPLO SUICÍDIO DO CASAL DE JUDEUS

Livro de Deonísio da Silva descreve o duplo suicídio do casal de judeus na cidade serrana do Rio em 1942

Era 1940. Com a Áustria anexada a uma Alemanha nazista, o melhor lugar para um judeu se esconder era o mais distante possível, e o Brasil parecia longe o bastante. Depois de viajar por diversos lugares do mundo, o importante escritor austríaco Stefan Zweig e sua mulher, Charlotte Elizabeth, se instalaram em Petrópolis, mas a estada não durou muito tempo. Noite de 22 de fevereiro de 1942. Há um automóvel estacionado na quadra próxima ao bangalô onde vive o casal que vai morrer. O homem e a mulher estão com sono. Mas será que vão dormir? Nos últimos rádios ligados, já em volume mais baixo, predominam comentários sobre o carnaval que acabou há poucos dias”.
O que aconteceu naquela noite, pergunta Deonísio da Silva, autor de 34 ótimos livros, sobre o casal Stefan e Charlotte, que havia se estabelecido na cidade serrana de Petrópolis, estado do Rio de Janeiro? (Abro parênteses para lembrar que Itaipava, pequena cidade turística próxima a Petrópolis, já abrigou encontros de nazistas que vieram ao Brasil depois da II Grande Guerra. Coincidência?).

Deonísio da Silva escreveu 34 livros, diversos premiados, mas não é badalado pela imprensa nem incensado nos FLIPs da vida. “Lotte & Sweig em Petrópolis” estará nas livrarias em fevereiro. Quem gosta de ler, leia. Quem gosta de mistério, leia. Quem gosta de história, leia. Mais informações em: www.leya.com.br

GEOGRAFIA DO BRASIL: NORTE-NORDESTE. PARTE 1/5

Lá em cima o Oiapoque, cocuruto do Amapá. Lá embaixo, no Rio Grande, o Chuí divisa o Uruguai pra no oceano sem pressa ele poder desaguar. No Noroeste tem o Acre do peixe pirarucu regado com tucupi (ou se quiser tacacá). Nesse mesmo lado, bem pra baixo as cataratas, que ficam no Iguaçu, no Estado do Paraná - Curitiba é capital, mas também tem Apucarana, Araucária e Maringá.


E tem a foz do Iguaçu (do mesmo aguaceiro que cai), faz fronteira aqui e ali com Argentina e Paraguai. Já na ponta do Nordeste, Paraíba e Pernambuco (que é madeira de risco fino, parente do pau-brasil, das varetas em que os artesãos esticam as mechas de crina, nos arcos de violino). E tem Maranguape e Jaguarana, sertão de carcará e taturana, maracajá e iguana.

GEOGRAFIA DO BRASIL: RIO DE JANEIRO. PARTE 2/5

Mas é descendo que desenrolo o fio da nossa história: no Rio de Janeiro em que se aporta pela baía de Guanabara, onde o índio Araribóia, de nome “cobra feroz”, cacique e valoroso arqueiro de taba e caiçara, defendeu-nos desde a praia contra a invasão do estrangeiro (com garrucha e espadim), em lutas de muito sangue como foi em Uçurumim. Prosseguindo pelas praias, chegamos a Copacabana (que é “oceano no olhar”), a que Dick Farney deu fama tocando sua obra-prima, a “Princesinha do mar”. Logo na ponta do Forte, à direita se vê Ipanema, lugar onde se encontram as formosas garotas de lá: as jovens, cariocas da gema, saudáveis, de pele morena (vem daí “Kari oká”). Na outra ponta da praia, subindo o morro onde o pobre, caniço com samburá, de cima da rocha arrisca um peixe pra ele jantar, do meio do morro que abre a enorme saia de espuma, na Barra e indo até o Recreio como fosse renda branca se espalhando pelo mar. Dali mais para frente, e ralando um bocado de chão (no asfalto ou na areia pelando), avista-se a imensidão da Restinga da Marambaia, que também é dividida com Itaguaí e Mangaratiba (as três quase a mesma praia).

GEOGRAFIA DO BRASIL: SÃO PAULO (E SUAS PRAIAS). PARTE 3/5

Mas vou ainda mais longe – já que o caso é assuntar - cheguei em São Paulo da “estranja”, primeiro destino Campinas. Terra de Carlos Gomes (que se dizia “caipora”), da ópera “O Guarani”, história do Gonçalves Dias sobre um cacique valente e a linda virgem Ceci. Vindo pela Anhanguera (que lindo: “vida passada”), chegamos à Capital, São Paulo de Piratininga (de que guardo terno apreço), que era para ter sido o meu derradeiro endereço. E foi lá no Jabaquara, bairro da zona sul, onde um dia foi minha toca, numa ruazinha ali, quase esquina da Ipioca, por sua vez vielinha, travessa da Jurupari. Do outro lado o Jardim, Botânico por natureza, no vale formado em si nasce um riacho famoso: pra cima vira Ipiranga, que despeja as suas águas nas águas do Tamanduateí. Foram as margens desse córrego que gritaram o heróico brado, que foi forte e retumbante, para até em Portugal se ouvir. “Cadê a praia”, sarreiam os cariocas, malacos de bico e de prosa - mas não é por falta de praia que o paulista não glosa: tem Guarujá e Juquehy, Boiçucanga e Itanhaém, Monganguá e Ubatuba (e uma de nome comprido, que é Caraguatatuba).

GEOGRAFIA DO BRASIL: INTERIOR DE SÃO PAULO. PARTE 4/5

Neste Estado de São Paulo tem Poá e tem Itu, Sorocaba e Bauru, Boituva e Taquarituba, Iperó e Botucatu. E toma Piracicaba, terra de tantas missões, as catequeses contando a história do Nosso Senhor; e tem Pindamonhangaba (“onde o rio faz a curva”), de terra avermelhada, portanto com o pé da cor, onde nasceu e formou-se médico, na Faculdade de Taubaté, menino predestinado, já três vezes Governador. Rica é a região conhecida como médio Tietê (na nascente desse rio a água, entre arbustos nativos, dá até pra se beber!), depois o riacho se alarga, e a água que era macia vira o rio cujas margens fazem berço em pradaria onde dizem terem um dia inventado o cururu (que é tradição antiga de improviso e cantoria).

GEOGRAFIA DO BRASIL: TATUÍ. PARTE 5/5

Por fim, eu fui plantado logo que cheguei aqui, perto de outra Ipanema (“lugar onde o sol se esconde”) que antes foi sesmaria, e depois foi o lugar pra onde o Império levava à fornada o bruto minério, que o imigrante alemão na siderúrgica fundia. Foi nessa terra vermelha que vim afinal me plantar, lugar que no passado “Tatuhy” se escrevia, e onde por muito tempo se cunhou trabalho em barro, matéria de olaria: telha, telhado, tijolo, piso, vaso ou cumbuca; desde longe, acima de casa até lá embaixo descendo, onde o barro só estanca na beira onde se entrevendo se deita o riacho Manduca.

[Foto da direita: acervo Erasmo Peixoto]

[Nota: você que leu este texto, deve ter percebido – ou não? – coisa de 60 palavras em pura língua indígena. Assim, no dia a dia, nos esquecemos de que foram eles que forjaram as nossas puras raízes. Sem saber-lhes a origem remota, apenas a geografia, a comida, o canto, a dança e o jeito; por tudo o que eu disse e muito mais, aos índios devemos grande parte da Cultura e da identidade do nosso imenso Brasil].

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

POR QUE DETESTO CORRETORES E TRADUTORES AUTOMÁTICOS.

Uma simples brincadeira que fiz com essa engenhoca da Microsoft deu nisso:

Cá estava eu entre muitas mangas, matando o tempo, meio aperreado, quando súbito deu um tilt e resolvi mandar o gajo plantar batatas. E não é que o animal foi? E brotou pra mais de par, passei a comer batatas e tirar a camisa pra chupar manga sem me sujar. De repente, um comando armado, deu uma blitze tremenda e as batatas foram confiscadas por comércio ilegal da peãozada que vivia de vender saco. Foi um puta golpe no negócio que prosperava a mil, razão pela qual recomendo cuidado com as mangas para não sujar a camisa quando for plantar batatas. (Original)

Here I was among many mangoes, killing time, Middle aperreado, when suddenly gave a tilt and decided to send the dude planting potatoes. And isn't that the animal was? And sprouted pra over par, I started to eat potatoes and take the shirt to suck manga without me mess. Suddenly, a reinforced command, gave a tremendous blitze and potatoes were confiscated for illegal trade of peãozada who lived to sell bag. Was a bitch blow in business that prospered the thousand, which is why I recommend caution with sleeves not to smudge the shirt when planting potatoes. (Traduzido para o inglês)

Hier war ich unter vielen Mangos, töten Zeit, mittlere Aperreado, als plötzlich gab eine Neigung und beschloss, die Anpflanzung Kartoffeln Dude schicken. Und nicht, dass das Tier war? Und Auswuchs Pra über Par, begann ich zu essen Kartoffeln und nehmen das Hemd, Manga ohne mich durcheinander zu saugen. Plötzlich, ein verstärkter Befehl gab eine enorme Blitze und Kartoffeln wurden konfisziert für den illegalen Handel von Peãozada gelebt zu verkaufen Tasche.War ein Schlag Hündin in Unternehmen, das tausend, florierte, weshalb ich Vorsicht mit Ärmeln empfehlen, nicht das Hemd verwischen beim Anbau von Kartoffeln. (Do inglês para alemão)

Ici je que parmi les nombreux mangues, tuant aperreado temps, Middle, quand soudain donne une inclinaison et a décidé d'envoyer le dude plantation des pommes de terre. Et n'est pas que l'animal quoi ? Et pra germé sur par, j'ai commencé à manger des pommes de terre et de prendre les mess manga sans me la chemise de sucer. Soudain, une commande de vorgefertigte, a donné une formidable foudre et pommes de terre ont été confisqués pour commerce illégal de peãozada qui vécut à vendre sac.Ce qu'un coup de chienne dans l'entreprise qui a prospéré les mille, c'est pourquoi je recommande la prudence avec manches ne pas à étaler la chemise lors de la plantation des pommes de terre. (Do alemão para o francês)

Aqui, l'UE estava entre Aperreado muitos mangas, matar o tempo, médias, quando de repente deu uma inclinação e decidido un cara enviar plantação de batatas. E não é que o animale foi ? E un par conseqüência, comecei un comer batatas e PRA tirar un camisa, sem me chupar manga. De repente, um comando reforçado foi d'énormes clignote e batatas foram confisquées em ilegais Comércio de Peãozada viveu par vender bolso.Era uma cadela de golpe no qual mil, les prosperou, les kg.então UE recomendo ter cautela com mangas, não un desfoque camisa aucune cultivo de batata. (De volta ao Português, ou seja lá o que for)

1. BRASIL: COMPLEXO DE SOFRIMENTO E MANIA DE GRANDEZA

Muito se comemora termos sido alçados ao 6º lugar no ‘ranking’ da economia mundial -ultrapassando o Reino Unido! –,mesmo que a troco de aumento na inflação, queda nos juros para acelerar o consumo e moeda supervalorizada. (Mas nada se comenta sobre o contrastante 85º lugar em Educação, assunto de... ‘somenos importância’). Temos riqueza, pujança, as mais belas mulheres do mundo –mesmo para a imensa maioria que nunca foi à França, à Califórnia, às Filipinas ou à Rússia para ter como comparar. De primeira grandeza, com certeza, é a corrupção: o Brasil deve estar entre os primeiros, suponho, em que desvio de 1 milhão passou a ser visto como ‘cafezinho’.

2. O MAIS ALTO IMPOSTO DO MUNDO?

“O mais alto imposto de renda do mundo”, diz-se por aí. Porém, mesmo para nossa tarifa mais alta (27,5%), para um salário de R$ 4.087,85, descontado o INSS, que não é imposto, deduzidos da renda tributável R$ 756,53, o Imposto de Renda retido na fonte é de R$ 255,95, fazendo o percentual final cair para 6,26% da renda bruta, sem contar deduções por dependentes e outras, quando da declaração anual, fora eventuais restituições. Esse cálculo é para esse salário de R$ 4 mil, quando a renda média do trabalhador brasileiro (em 2009) foi de apenas R$ 634,65! Reclamam mais dos impostos os que mais sonegam, e quem reclama menos é o trabalhador acostumado a receber o imposto já descontado no contracheque, tornando impossível para ele sonegar - às vistas do ‘Leão’ moderno. Porém, mesmo os que ganham na faixa isenta de imposto (R$ 1.499,15) pagam a imensa carga tributária de todas as naturezas nos produtos e serviços. O grande vilão não é o Imposto de Renda, mas a estratosférica tributação geral que gira 4 bilhões por dia!

3. COMPARANDO O NOSSO IMPOSTO DE RENDA (cont.)

Basta comparamos nosso Imposto de Renda com o do cidadão norte-americano, cuja faixa mais alta chega a 40%, sem deduções, para o chamado ‘income tax’, ou seja, o imposto federal, que será somado às taxas estadual e  municipal (sim, nos EUA impostos e taxas saem separados na fonte, nos salários e nas compras!). Dirigir automaticamente esses recursos para estados e municípios faria de nossas Unidades da Federação e cidades regiões ricas e independentes. Na França, o imposto de renda chega a 41%, e na Alemanha bate em 45%. O ‘Leão’ brasileiro não é, nem de longe, o maior imposto de renda do mundo. Mas quanto à carga tributária, sim, é pornográfica para alguns produtos tidos como ‘de luxo’, como automóveis, e menor para outros itens, mas não cabe discutir a base de cálculo de cada um, assunto para especialistas. Mas ‘toco de ouvido’: um Toyota Corolla luxo nos EUA custa R$ 30.000,00, e aqui um mais simples R$ 70.500,00, mais frete. Essa é nossa ‘carga’.