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sexta-feira, 9 de março de 2012

A VERDADE DOS VENCEDORES – Parte 5

Muitos magistrados, além da denúncia por desacato, talvez tivessem dado voz de prisão à advogada Assad, sedenta que estava por holofotes e autopromoção. (Talvez prendê-la traria mais holofotes e confusão ao processo). Mas negar que existem ‘verdades’ – sejam elas reais ou formais’ ou ainda outras - é impossível, independentemente da Doutrina do Direito. Ou ao homem de pouco serviriam a fé e a contemplação do invisível, se houvesse verdades absolutamente reais, inquestionáveis e definitivas. A ‘verdade real’ é um mito: “A história é sempre contada pelos vencedores”, disseram Marx e Engels (foto ao lado), em “A ideologia alemã”, uma das contribuições filosóficas da dupla – e talvez um de seus acertos históricos, entre tantos equívocos.

CONSERVATÓRIO: LEI DA "EXTINÇÃO" FERE A CONSTITUIÇÃO, DIZ RELATOR

“LEI DE INICIATIVA PARLAMENTAR NÃO PODERIA RETIRAR A VALIDADE JURÍDICA DE ENTIDADE DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA DO EXECUTIVO, SOB PENA DE FLAGRANTE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES”.
Lei do Deputado Cândido Vaccarezza (12.497/2006) não poderia ter revogado a Lei que criou o Conservatório de Tatuí. Segue abaixo o relatório (Dep. Promotor Fernando Capez, foto ao lado: AL) aprovado pela CCJR (grifos meus), favorável ao PL 654/2011, do Dep. Samuel Moreira (foto abaixo: AL). Passadas 5 sessões regimentais e aprovado pela Comissão, agora vai a plenário:


PARECER Nº  160 , DE 2012

DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E REDAÇÃO, SOBRE O PROJETO DE LEI Nº 654, de 2011

De autoria do nobre Deputado SAMUEL MOREIRA, o projeto em epígrafe restabelece a vigência da Lei nº 997, de 13 de abril de 1951, que criou o Conservatório Dramático e Musical de Tatuí.
Nos termos regimentais, a proposição esteve em pauta não tendo recebido emendas ou substitutivos.
Encaminhados os autos a esta Comissão, fui designado Relator para exarar voto sobre a constitucionalidade, legalidade e juridicidade da proposição, bem como quanto ao mérito.
Nos limites que cabem analisar, não vislumbro óbices à sua aprovação.
A matéria é de natureza legislativa e de iniciativa concorrente, uma vez que se trata apenas de restabelecer norma indevidamente expurgada do ordenamento jurídico, pois o órgão continua em pleno funcionamento no âmbito da Administração.
Vale dizer, uma consolidação de leis de iniciativa parlamentar não poderia retirar a validade jurídica de norma que dá sustentação à existência de entidade da administração indireta do Poder Executivo, sob pena de flagrante violação do princípio da separação dos Poderes.
Isto posto, o voto é favorável à aprovação do Projeto de lei nº 654, de 2011.

a)Fernando Capez – Relator

Aprovado como parecer o voto do relator, favorável à proposição.

AGORA, AO PLENÁRIO!!!

BLOG ATINGE MAIS DE 15 MIL ACESSOS EM 9 MESES

Média é de 1.666 acessos por mês,  55,55 por dia.
As 5 postagens mais lidas: (1) “ Apple e a maçã-símbolo do ‘pecado’” (cont.) – 2 dez 2011 (2) Filme novo? – 12 set 2011 (3) Leis que pegam e leis que não pegam – 8 nov 2011 (4) Recorde em construção de prédio: 15 dias – 11 jan 2012 (5) ‘Facebookson’: uma piada, não uma fraude – 20 out 2011.

sexta-feira, 2 de março de 2012

PEÇAS DE FANTASIA

Em música, fantasia é um gênero instrumental mais livre de formalidades, que deixa o compositor solto, mercê de sua própria imaginação e espírito de improvisação. Desde o final da Idade Média (séc. 15), já encontramos fantasias para instrumentos ancestrais como o alaúde (do árabe al-oud, que mais tarde veio a dar origem a uma série de instrumentos como o violão - ilustração à direita: Hans Memling, séc XV) e a vihuella de arco, que fazia o papel semelhante ao de uma viola ou violino.

Durante o período barroco (séc. 17/18), surgiram fantasias para teclados como o órgão litúrgico, assim como as fantasias-suíte, para órgão e instrumentos de cordas, essas com espírito de dança. O classicismo (séc. 18/19) abriu espaço para que Mozart criasse fantasias com asas ao sabor de sua inspiração irrequieta. Beethoven, em sua grandiosa “Fantasia Coral” (1808), aliou piano, coro e orquestra, enquanto Chopin, com sua “Fantasia em Fá menor”, Schubert, com uma “Fantasia para Dueto de Piano” e Schumann, com duas belas Fantasiestücke ("Peças de Fantasia"), entre diversas outras, envolveram no perfume do romantismo seus delírios criativos. Veja o vídeo abaixo, com o charme de Martha Argerich, ao piano.

A FANTASIA TRIUNFAL SOBRE O HINO NACIONAL BRASILEIRO

Louis Moreau Gottschalk, norte-americano nascido em Nova Orleans e falecido no Rio de Janeiro, em 1889 (supostamente por overdose de quinino, que usava para combater a malária que contraíra), compôs uma pomposa “Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro”, dedicada à Condessa D’Eu.

A peça consiste em variações sobre a música do hino pátrio, por sua vez composto originalmente por Francisco Manuel da Silva em 1831, como “Hino da Abdicação”. Gottschalk  escreveu a obra para piano e orquestra, tendo sido gravada inúmeras vezes, notadamente pelas brasileiras Cristina Ortiz e Guiomar Novaes, à frente de grandes orquestras internacionais. (Veja abaixo a interpretação personalíssima da inesquecível Guiomar Novaes, gravada ao vivo em 1969, no Rio).



A FANTASIA NA MÚSICA POPULAR

Pensando na música popular, vem imediatamente à cabeça a linda “Sem fantasia”, do Chico: “Vem, meu menino vadio/ vem, sem mentir pra você/ vem, mas vem sem fantasia/ que da noite pro dia/ você não vai crescer” (ver no vídeo abaixo, com Nara Leão, Chico e MPB4). Já Assis Valente faz cantar a mulher que receia das loucuras do marido, em “Camisa listrada”: “agora que a batucada já vai começando/ não deixo (...) meu querido debochar de mim/ porque se ele pegar as minhas coisas/ (...) se fantasia de Antonieta e vai dançar no Bola Preta/ até o sol raiar”. E a triste “Fantasia”, de Don Becky (1971), da qual ele não parece se desprender? (“Che farei, senza questa immensa fantasia...”).


A FANTASIA DE FREUD E A MÁSCARA DA PERSONA DE JUNG

É nesse sentido que trilha a ideia de Freud e seus seguidores quanto à fantasia: a contradição entre o que é objetivo e o que é subjetivo, entre o que é a ideia de realidade e a ideia de prazer, até a busca da satisfação por intermédio da ilusão. Fica difícil ‘rasgar a fantasia’, quando ela é nossa persona, que Jung considera a ‘máscara’ que apresentamos ao outros como sendo real, mas que esconde por trás nossas mutações, quando não expõe às vezes imagens inversas do que realmente somos.

A FANTASIA DE WALT DISNEY

É impossível falar de fantasia sem falar de um filme produzido nos estúdios de Walt Disney em 1940 – aliás, uma das primeiras fitas estereofônicas da história. Com o maestro Leopold Stokovsky à frente da imponente Orquestra de Filadélfia, 8 trechos de obras da música de concerto universal travam um diálogo mágico entre sons e imagens: Bach (“Toccata e fuga em ré menor”), Tchaikovsky (“Quebra-nozes”), Dukas (“O aprendiz de feiticeiro” - com Mickey Mouse no ‘papel’ de aprendiz: ver o vídeo ao final da postagem), Stravinsky (“Sagração da Primavera”), Beethoven (Sinfonia “Pastoral”), Ponchielli (“A dança das horas” - tendo animais como personagens), Mussorgsky (“Noite em Monte Calvo”, em um halloween) e Schubert (“Ave Maria”).

Todos os 24 quadros por segundo da “Fantasia” de Disney foram feitos à mão um a um, em estúdio; cada movimento do desenho acompanha com assombrosa perfeição cada tempo, cada compasso, cada frase das músicas executadas pela orquestra. O resultado artesanal de Disney – há mais de 70 anos! - serve para colocar certo pé no freio sobre a badalada genialidade tecnológica de Spielberg e seus seguidores. Disney fez tudo isso manualmente, várias décadas antes! O filme não é difícil de ser encontrado nas locadoras – quem já viu, sempre verá de novo; quem não viu, saiba que está perdendo uma obra-prima. (Abaixo, trecho de “O Aprendiz de Feiticeiro”, com Mickey Mouse no papel de aprendiz)

DO CARNAVAL DE VENEZA À ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA

Contardo Calligaris, articulista da Folha, escreveu um inteligente artigo intitulado “Pra que servem as fantasias?” (Ilustrada, 23/02/2012, pág. E10). Começa pelo cheiro de mofo das fantasias malcheirosas de sua adolescência no carnaval de Milão, passa pelas máscaras narigudas do carnaval da Veneza antiga (foto), até abordar a ideia generalizada de que, com uma fantasia, e “com o impulso da cerveja”, libertaríamos nossos desejos libidinosos reprimidos.

Calligaris traz à luz um dado científico: enquanto o Ministério da Saúde continua advertindo contra tudo e todos nas campanhas milionárias de sempre, a Revista da Associação Médica Brasileira já havia publicado uma pesquisa (vol 56, N° 4, 2010), mostrando que no Carnaval, ao menos no que se refere ao quesito sexo, não acontece nada de muito diferente do que sempre, pois “não há aumento de doenças sexualmente transmissíveis nem gravidezes indesejadas”.

Calligaris conclui que “a ideia de que o Carnaval seja um momento orgiástico é apenas um sonho de sermos um pouco diferentes do que somos – ou seja, é apenas mais uma fantasia de Carnaval”. Em miúdos: fazemos estardalhaço condenando, naqueles três dias, aquilo que boa parte do povo faz permissiva e diuturnamente o resto do ano.

CONSERVATÓRIO DE TATUÍ DÁ BOAS-VINDAS A ALUNOS


Neste ano, o Conservatório inovou com 15 dias de concertos de boas-vindas aos novos alunos, antigos e seus familiares. Foram recebidos com música aqueles que deverão labutar por ela com dedicação plena, e paixão integral. No dia 16/02, a série foi aberta com a Banda Sinfônica, tendo como regente Dario Sotelo (foto acima: Kazuo Watanabe); dia 27/02, o Jazz Combo, sob a coordenação de Paulo Flores; dia 28, o Grupo de Choro do Conservatório, sob a coordenação de Alexandre Bauab Jr.; no dia 29/02, dobradinha: às 19h, a Camerata de Violões, tendo como coordenador Edson Lopes, e às 20h30 o Grupo de Percussão do Conservatório, pilotado por Luís Marcos Caldana. Por fim, no dia 1°, a Orquestra Sinfônica do Conservatório, com a regência de João Maurício Galindo.

No Conservatório, não há “trote”, apenas boas-vindas musicais em passo lento ou galope...