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Mostrando postagens com marcador Bach. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

MODERNIDADE E ETERNIDADE

 


Bach (1685-1750) estudou em Eisenach
, tal como Lutero dois séculos antes. Ali, frequentou classes de alemão, latim, grego, prosódia e disciplinas musicais como harmonia e contraponto. Compôs 3 oratórios, 7 corais vocais-instrumentais, duas longas Paixões, 5 motetes, 190 cantatas, salmos, 371 corais a 4 vozes e um sem-número de concertos para cravo, violino e muitas peças para órgão e teclado, entre tantas outras. Dominava o contraponto de Palestrina (1525-1594), de século e meio antes, fundamentando seus estudos seguintes. Foi gênio na harmonia, dominando-a e chegando a Stravinsky e o dodecafonismo de Schönberg.

Flaubert

As regras ele mesmo, volta e meia, transgredia
, em submissão ao processo criativo, nada muito diferente do que disse Flaubert (1821-1880) - em tradução de meus pais, Maria Lúcia e Autran Dourado: “O escritor é livre, conforme as exigências de seu estilo, de aceitar ou rejeitar as prescrições gramáticas que regem a língua, e que as únicas leis às quais é preciso se submeter são as leis da harmonia”. Pois se Bach às vezes subvertia, o fazia com plena consciência, sem perder o prumo em toda a sua obra.

Série de 12 sons não repetidos

Se dermos um salto para Arnold Schönberg
(1874-1951), ‘pai’ da Segunda Escola de Viena e criador do sistema dodecafônico, encontraremos um sistema bem mais rígido do que o de Bach: séries de doze sons não-repetidos e seus retrógrados (escritos de trás para a frente), inversões, pura matemática. Nos EUA, estudei as chamadas harmonias funcional e tradicional – curioso: esta, segundo o método tradicionalíssimo do ‘revolucionário’ Schönberg, que foi “moderno” parte da primeira metade do século 20. (Tive o privilégio de ter estudado a ‘harmonia tradicional’ do mestre com um ex-aluno dele, Di Domenica; no Rio, outro contemporâneo de Schönberg, Hindemith, em seu método tradicional). Conheci o microtonalismo (divisões de sons que estariam entre as teclas pretas e brancas do piano), e o que foi ‘vanguarda’ no século 20. Bem “moderno”, estudei Microtonalismo com Joe Maneri, ex-aluno de Alban Berg, por sua vez discípulo do mesmo Schönberg. Mas sempre pés na terra firme com Bach, desde a polifonia de Palestrina, do século 16.


No Brasil, o dodecafonismo surgiu
, temporão, com o alemão Hans-Joachim Koellreutter (1905-2015), casado com uma judia, que aqui chegou fugindo da Gestapo em 1937, e depois de algumas viagens para cá retornou em 1975. A técnica dos ‘doze sons’ de que falei antes, quando chegou já era obsoleta na Europa, mas seduziu muitos alunos de composição, a ponto de os nacionalistas, liderados pelo tieteense Camargo Guarnieri, armarem uma “cruzada” contra o movimento. (Como era sedutora aquela técnica de se criar com enorme facilidade, quase sem pensar, apesar do resultado sonoro invariavelmente ruim! As minhas composições dodecafônicas valeram como treino, nada mais, e as considero obras tão ruins que nem sei se ainda guardo alguma).


Koellreutter foi diretor do Conservatório de Tatuí
por pouco tempo, não deu certo e como compositor seu ‘novo’ já era velho. Guardo comigo um livro de harmonia funcional e outro, “A Estética do Paradoxal e do Imprevisível”, que faz incursões intelectuais sobre o aleatório – de “alea”, dado, em grego: sorte, acaso. Santoro, Edino Krieger e Guerra-Peixe, entre outros ex-alunos dele, não demoraram muito para reencontrar seu prumo musical fora da ‘modernidade’ do alemão – com quem estive, aliás, algumas vezes.

Teclado em microtons: projeto

Na música, assim como na literatura
– vide a citação a Flaubert, que fiz no início deste artigo – e outras artes, a transgressão ‘moderna’ serve para sacudir a poeira do que parece estático. Mas tudo são conceitos vagos, às vezes ficam só no discurso. A mesma harmonia funcional “pasteurizada” da Berklee, de Boston, onde também estudei, não diferia muito da de Koellreutter, exceto pela grafia dos acordes e análise muito bem organizadas. Os demais exercícios de ‘modernidade’ tive no New England, onde obtive meu bacharelado, com o já citado Joe Maneri. Coisa acadêmica, como se fosse aula de história. No estudo, porém, nos socorríamos sempre em Bach, de tabela degustando o velho Palestrina, meio milênio atrás.

Cifra e análise: Berklee

Godofredo Rangel

A literatura portuguesa
consolidou-se com Camões, e a italiana com Dante, que praticamente fixaram as bases de seus idiomas. Meu pai, ainda garoto, escrevia seus contos, mas seguiu os conselhos um escritor mineiro, Godofredo Rangel: deu uma meia-volta às origens, fixando-se na leitura dos grandes mestres, como Machado de Assis e Faulkner, fazendo da leitura a âncora onde lastrear seu trabalho. Aliás, o pai dizia que em arte, filosoficamente, não há progresso, que é quando se supera: houve ‘progresso’ de  Michelangelo e Paul Klee? Dizia que era grande o risco de, levado pelo “canto da sereia”, o artista reinventar a pólvora.

Estátua de Drummond (créd. UOL)

Além das escolas de música brasileiras e estrangeiras
que já conhecia, em 2009 fui aos EUA, a convite do US Dept. of State, para o “International Leadership Visitors Program”. Estive com professores e diretores de 27 instituições de música americanas, fora as que eu já conhecia, e as afamadas Juilliard e Curtis, ou ainda onde também estudei, New England. O que ensinam até hoje, fora instrumentos? Harmonia, contraponto... Via métodos tradicionais de Hindemith e Schönberg - a mesma que Bach aprendeu, tradição que continuará a ser ensinada enquanto a música ocidental existir - aqui, nos EUA ou nos países da Europa. Posso concluir com Drummond: “E como ficou chato ser moderno / agora quero ser eterno”.

 

sexta-feira, 23 de julho de 2021

MÚSICA, RELIGIÃO E IDEOLOGIA

 

Museu da casa de Bach, em Eisenach

J
ohann Sebastian Bach (1685-1750), talvez o maior músico de todos os tempos, foi educado na mesma escola de Lutero, em Eisenach, dois séculos depois. Criou vasta obra instrumental, como as partitas e as suítes para violino, violoncelo ou cravo, sonatas, concertos para solistas e muitas peças orquestrais. Dedicou sua obra a Deus, e escreveu três oratórios, 7 corais vocais-instrumentais, duas enormes Paixões, 5 motetes, 190 cantatas, salmos e 371 corais a 4 vozes. Reservava boa parte do seu tempo de compositor e mestre de capela para glorificar o Senhor, mas sem nunca deixar de dedicar-se à sua cada vez mais rica obra instrumental. É certo que essa louvação compreendia tudo o que se podia fazer com a arte dos sons, mas com pureza e obsessão pelo gradus ad Parnassum, a busca pelo Paraíso, a perfeição.


M
úsica e Deus, ou, em sentido mais terreno, religião, qualquer que ela seja, podem caminhar (ou não) de mãos dadas, em comum elevação de fé e espírito. Porém, não é raro que certas Igrejas, especialmente as que meu pai chamaria de seitas menores, tendam a ideologizar e, como acontece frequentemente nos dias de hoje, politizar, instrumentalizando a música como ferramenta de governo ou, conforme veremos mais à frente, justificativa para censura discricionária.  

Vitral da entrada da EMM: Vergueiro

E
m 30 anos como diretor de escolas de música (como a do Teatro Municipal de São Paulo e o Conservatório de Tatuí) não tive problemas de maior monta ou conflitos de ordem musical-religiosa, exceto por uma ou outra vez algum aluno ingressante da EMM, em cujo nome só os pais falavam durante visita à minha sala. Explicavam que a filha (ou filho) não poderia frequentar a escola aos sábados por motivos religiosos, evocando para isso até milenares textos bíblicos como a criação do mundo e o Êxodo. A primeira coisa que eu fazia era perguntar como ficariam as presenças em aulas e ensaios, as notas de provas, e como justificá-las sem perder a isonomia com os colegas. Mais ainda, dizia, em sentido estrito: a escola, por lei de 1969, fora criada para formar músicos profissionais e não diletantes. E que eu poderia ajudá-los na busca de uma comunidade onde encontrar uma formação mais básica, livre das amarras profissionalizantes da EMM. Matriculado mas sem abrir mão de faltar, logo o aluno era eliminado. Ou desistia, sentindo-se um estranho no ninho.


G
eralmente era o pai quem forçava o estudo musical, e o aluno começava a perder o gosto pela coisa, se é que já havia sentido algum. Houve caso em que um aluno me disse que queria tocar “apenas” para servir a Deus, ante o que arregalei meus olhos e instiguei: como assim, “apenas” a Deus? Você não acha que Deus merece o que há de melhor, que em sua fé, para alcançá-lo em louvação, deve buscar o melhor de si, muito mais ainda do que os profissionais? Deus merece tão pouco? Por que não oferecer o melhor ao Senhor?

José Pinto e Josué: IV Torneiro Estadual de Cururu

E
m Tatuí, em dez anos nunca tive problemas dessa ordem, talvez por se tratar de cidade cristã em sua maioria mais do que absoluta, são diversas igrejas e matizes. Talvez porque a convivência entre fé e música venha desde as origens, do improviso do cururu (de “cururuz”, corruptela de cruz), nascido nas catequeses; talvez porque o Conservatório, tão arraigado na vida urbana – “Capital da Música” que é, por lei estadual –, faça parte do dia a dia e do comércio, e nas ruas jovens com seus instrumentos sinalizem essa verdadeira comunhão artístico-espiritual. Um número considerável de alunos e ex-alunos profissionais dividem ou dividiram os bancos escolares com aqueles das igrejas.

Jazz do Capão (foto: Rede Brasil Atual)

S
inal dos novos piores tempos, no dia 12 de julho o UOL publica matéria do Congresso em Foco com o título “Ao barrar verba para festival, Funarte diz que música só deve servir a Deus”. Com um parecer abaixo da crítica, a Fundação negou a verba pleiteada para um festival de Jazz na Chapada Diamantina (BA), fazendo ilações sobre ‘aplicação errada’ de recursos públicos. A nota, que se autodenomina “técnica”, informa que a música deve servir a Deus, não devendo contemplar, portanto, o Jazz do Capão. O relator do processo, um certo Ronaldo Gomes, cita a seu jeito o compositor e mestre de capela alemão Johann Sebastian Bach. Supostamente, “o objetivo e a finalidade maior de toda música não deveria ser nenhum outro além da glória de Deus e a renovação da alma”. Ninguém menos do que o velho Bach, ele mesmo autor de um universo de obras instrumentais, logo profanas, ao lado de sua vasta produção composta como empregado de capela (Kapellmeister) para fins litúrgicos!


Arthur Schopenhauer

P
ior de tudo, no mesmo documento o “parecerista” cita outra frase, desta vez evocando Schopenhauer: “A música exprime a mais alta filosofia em uma linguagem que a razão não compreende” – muito lindo, mas sem ter lido o pensador alemão ou mesmo sem saber que ele trata da filosofia do pessimismo? E ainda mais longe, ao âmago da questão, segundo a metafísica do ateu? Além da absurda censura a um festival por motivos nada técnicos, fez-se tábula rasa tanto do espírito de Bach quanto de sua própria cultura ao citar Schopenhauer. Criada em 1975 exatamente para o amparo às artes, e não sua censura, estiveram no comando da Funarte nomes de reconhecida expressão na cultura brasileira, como Ziraldo, Edino Krieger, Ferreira Gullar e Miguel Proença, todos de grande peso em suas áreas. Hoje, tem à frente um certo Sr. Tamoio Marcondes, procurador federal e peixe absolutamente fora d’água, o sexto a ocupar  cargo tão volátil na atual gestão.

Que o Senhor tenha piedade da música!

 

sábado, 4 de julho de 2020

A ARTE DA FUGA

Bach no leito de morte: compondo

Johann Sebastian Bach (1685-1750) deixou uma obra inestimável para a música ocidental. Nos últimos dez anos de vida, entregou-se a ela com grande devoção (estudou, dois séculos depois, na mesma escola de Lutero em Eisenach). Naquela década, talvez antecipando sua hora, Bach dedicou ao Senhor várias obras, a exemplo de corais, cujo tema rondava a falência do corpo: a morte.
Nesse período, compôs A Arte da Fuga (Die Kunst der Fugue), sem indicar instrumentação, uma generosidade para com os intérpretes: piano, órgão, orquestra ou quarteto de cordas, quem sabe.
Silhueta de Stokowski e Mickey Mouse, em Fantasia
Bach empregou o binômio Prelúdio e Fuga, a exemplo do Cravo Bem Temperado, e outras combinações, como a Tocatta e Fuga (BWV 565) para órgão, em ré menor, transcrita para orquestra por Leopold Stokowski (conhecida do público leigo pelo magnífico filme de animação de Walt Disney, Fantasia, de 1940).
Seções de uma fuga
A fuga é uma técnica que vem da Idade Média. Diversas vozes trabalham em imitação ou replicação, dando impressão de que elas ‘fogem’ entre si. Em A Arte da Fuga, Bach compôs 14 delas – na última, parou no compasso 239, para depois morrer. O filho caçula Johann Christian Bach marcou e anotou as quatro notas que o pai usaria na fuga (ver ilustração abaixo), antes de expirar: Si bemol, Lá, Dó e Si, em alemão representadas por B-A-C-H!

Há ainda quatro cânones em que as vozes se repetem, cada uma tendo início em compasso diferente - quem nunca brincou de cantar “Frère Jacques” na infância? No citado compasso 239 (ver ilustração),
Alcatraz
Agora salto para outras nada canônicas artes da fuga, como as da prisão de segurança máxima de Alcatraz, ilha da baía de San Francisco (EUA), palco de 14 tentativas, a mais espetacular em 1946.
NY Times e "A Batalha de Alcatraz"
Na chamada ‘Batalha de Alcatraz’, seis internos, em violenta tentativa de fuga, dominaram carcereiros, invadiram e assaltaram o depósito de armas e roubaram chaves de celas. A marinha americana abortou a fuga, com saldo de dezenas de feridos e seis mortos. Dois dos líderes foram condenados à câmara de gás e outro, de 19 anos, à prisão perpétua, pela pouca idade.
Outra tentativa, elaboradíssima, foi a ‘Fuga de Alcatraz’: até cabeças imitando as dos rebelados foram moldadas em “papier marché”. Entre mortos na água gelada do mar e desaparecidos, o FBI encerrou o caso inconclusivamente.
Livro de Manoel Leães
No Brasil, após o golpe que o depôs em 1964, João Goulart foi enviado por Leonel Brizola para o Uruguai, onde tinha propriedades; tentou articular um contragolpe com militares, mas falhou, evadindo-se um mês depois para o Uruguai. Nessa fuga, diz o folclore político, estava usando peruca e vestindo roupas de mulher. Contudo, o piloto que o levou para o exílio, Manoel Leães, detalhou a fuga em livro, com requintes de filmes de espionagem: Neusa, esposa de Brizola, lhe dera metade de uma cédula de dinheiro, e a pessoa que o encontrasse com a outra parte seria o elemento-chave para a fuga.

Brizola em entrevista
Indagado por uma repórter durante a campanha presidencial de 1994, o ‘engenheiro’ respondeu indelicadamente que teria escapado como mulher, sim, usando as calcinhas da entrevistadora.
Abraham Weintraub (Wikipedia)
Abraham Weintraub, ministro deste governo por pouco mais de um ano (abril de 2019 a junho de 2020), é daquelas figuras polêmicas que ressurgem aqui e ali na política brasileira. Na pasta da Educação deixou a desejar:  Grafa ‘suspenção’, ‘imprecionante’ e ‘paralização’; trocou ‘asseclas’ (do PT) por ‘acepipes’ – talvez um tira-gosto para suas farpas. E não distingue ‘onde’ de ‘aonde’.
A troça absurda com os chineses
Não tem papas na língua para atacar, como fez com o presidente da França Emmanuel Macron, nem com o povo chinês, nosso maior parceiro comercial. Ironizou o sotaque de sino-brasileiros com o do Cebolinha, da Turma da Mônica, que troca as letras ‘r’ por ‘l’. De seus ataques não escaparam os nossos indígenas – logo ele, judeu, descendente de um povo perseguido, dado a arroubos xenofóbicos contra nativos brasileiros e parceiros orientais!
Fala de Weintraub na reunião de 22 de março
Mas foi em uma reunião ministerial, em 22 de maio, exibindo grande verve, que Weintraub cometeu suas derradeiras diatribes. Apontando para o lado oposto da Praça dos Três Poderes (a Suprema Corte), disse “eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia, começando pelo STF” (G1). O vídeo ficou em posse do decano do Supremo, Celso de Mello, e foi tornado público com alguns cortes de trechos constrangedores a nações amigas.
Foto "de Miami"
Encurralado por tantos lados e vendo-se em trapalhadas legais, Weintraub anunciou que sairia imediatamente do país, manobra de invulgar habilidade: no dia 20 de junho já chegava em Miami. E como burlou os critérios extremamente rígidos dos EUA para ingresso de brasileiros no país? (Até dos viajantes de países ‘liberados’ exigem isolamento sanitário por duas semanas!) Simples: usou sua condição de ministro com passaporte diplomático - isento, portanto, de todos os embargos da Imigração. Desceu em Miami livre, leve e solto.
O truque foi ter sua exoneração do cargo retificada após a chegada em Miami. A data do decreto original vigorou até sua entrada nos EUA, mas por pouco tempo: no dia 23, em edição extra (nº 118, seç. II, pág. 1), novo decreto presidencial retificou o ato, fazendo retroagir a exoneração para “a partir de 19 de junho de 2020”.
A sede do Banco Mundial
Divulgou-se que Weintraub assumiria uma cadeira na diretoria executiva do Banco Mundial - cargo para cuja investidura não se é nomeado, mas eleito, confirmando indicação do país, e só  dali a três meses. Para Lucas Furtado, subprocurador do TCU, a alteração na data “confirma fraude” (Estadão, 23/06). Desde logo houve reações, de intelectuais brasileiros e nações estrangeiras à Associação de Funcionários do Banco Mundial.
Sim, já houve escapadas mirabolantes na história. Mas nenhuma fuga logrou o final perfeito. Nem as do devoto Bach.
                                                                             ***
Livro: Memórias de Isolamento - Saudoso Amigos e Outras Crônicas: memoriasdeisolamento@gmail.com
Canal do Youtube - A Vida de Eleazar de Carvalho: https://www.youtube.com/watch?v=LpQs_7vwewY&t=5s
Para procurar em todos os programas, copie e cole: https://www.youtube.com/autrandourado