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sexta-feira, 18 de maio de 2012

I - VIVA A MÚSICA POLITICAMENTE INCORRETA!

O POLITICAMENTE CORRETO, OS NEGROS E CIGANOS

Hoje há patrulhas para tudo. Como as que criaram as cotas raciais nas universidades públicas, abrindo espaço para injustiças e até fraudes ao invés de buscar soluções sociais. Gritam contra qualquer coisa onde vêm algum indício de ‘homofobia’ – mesmo que não haja algum. Seria  a cota negra uma espécie de ‘remorso branco’, lembrando o flagelo que a corte portuguesa e nossos antecedentes brancos impuseram à raça negra que escravizou? (Imagem: escravos, por Debret). Remorso tardio, portanto, pois acabou a escravidão, há uma miscigenação incomum em nosso povo, tudo caminha para um futuro mais igual para todos – o foco deve ser a justiça social. Porém, a igualdade racial não funciona por decreto. Ela é cultural. (E existe a “Lei Afonso Arinos”, de 1951, que pune todos os tipos de preconceito de raça, qualquer que seja ela).
O Ministério Público Federal de Uberlândia quer censurar a palavra ‘cigano’ em uma publicação. O termo tem diversas acepções, e vem de muito longe. No caso, seria ‘malaco’. Ora, ‘ganjão ou gajão’ é o termo com que os ciganos se referem aos não-ciganos. E por que não censurar também ‘baiano’ (preguiçoso), ‘turco’ (comerciante duro na queda), ‘mineiro’ (desconfiado), ‘carioca’ (malandro), ‘judeu’ (mão de vaca), ‘paulista’ (metido) que são usados popularmente e na literatura? Quando se entra em locais onde predominam negros, e eles se referem a alguma pessoa como sendo um ‘branquinho igual você’. Quem se incomoda? Acho que ninguém, eles o fazem carinhosamente... E muitos ainda dizem “uma moça (ou rapaz), de cabelo bom”... 

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