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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

‘LADY BLUNT’ ESTABELECE NOVO RECORDE

Violino Stradivarius é vendido em junho por
R$ 26.000.000,00 no leiloeiro Tarisio, de NY

Comprado em 1971 por módicos R$ 220.000,00, o violino pertenceu a (Lady) Anne Blunt, neta do poeta inglês Lord Byron. (É costume apelidar o instrumento com o nome de seu possuidor mais famoso, como os Stradivarius chamados ‘Viotti’, ‘Hammer’, ‘Davidoff’, ‘Ole Bull’  e ‘Servais’)
O 'Lady Blunt', em estado perfeito

Originalmente, o ‘Lady Blunt’ foi adquirido pelo luthier e colecionador Vuillaume (provavelmente do negociante Tarisio), depois por Richard Bennett, pelo Barão Knoop e por Sam Bloomfield. (E valorizou quase 12.000%, ou 400% ao ano nesses 30 passados). O recorde anterior de venda havia ficado com o leiloeiro Christie’s, pelo Stradivarius ‘Hammer’, por ‘meros’ R$ 5,57 milhões.

Há 600 ‘Strads’ em existência, dos pouco mais de mil feitos pelo mestre cremonense. Porém, se você tem um violino com etiqueta ‘Antonius Stradivarius fecit Cremona’, esqueça. Há alguns milhões desses no mundo, desde instrumentos chineses novos ou envelhecidos até excelentes cópias antigas, como as do Vuillaume. Os verdadeiros têm ‘pedigree’, ou seja, têm seus possuidores conhecidos, assim como sua origem. E essas listagens são oficiais.

Para ter um certificado válido para leilão ou venda particular (refiro-me apenas à Europa e EUA, o Brasil não faz parte desse ‘clube’), deve-se procurar um desses nomes: Wurlitzer, Hermann, Moenig, Français, Bein ou Beare. Só que apenas o último está vivo, em Londres, e um ‘papel’ de algum outro especialista vivo tem pouquíssimo ou nenhum valor como certificado. De preferência, como aconteceu com o violino ‘Hammer’, para ter segurança deve-se ter no mínimo 3 desses certificados (o ‘Hammer’ tinha 5).

Mais um problema: o custo de um bom certificado pode chegar a no mínimo 3% do valor atestado, ou seja, R$ 30.000,00 por cada milhão avaliado.

Se você tem um violino com etiqueta ‘Strad’ no porão, mesmo que tenha vindo de navio da Itália com a ‘Nonna’, é melhor esquecer. Dê para algum parente aprender, venda ou doe para um estudante.

O cuidado no mercado internacional é tanto que nos catálogos de leilão há categorias: ‘etiquetado como’, ‘atribuído a’, ‘possivelmente’ ou ‘com certificado de fulano, mas possivelmente feito por sicrano’. Os leiloeiros são ‘escorregadios’, não se comprometem. Só ganham, e muito.

A VEZ DO PIANO

Gavin George, 7 anos, mostra
precocidade na interpretação

Muitos acham que ser prodígio é tocar rápido. A agilidade dos dedos é, muitas vezes, um feito mais para o atlético, aplaudido até, mas quase sempre sem muito conteúdo. Gavin, o do filme abaixo, aos 7 anos demonstra uma introspecção que muita gente madura não tem. Ah, e ele sabe tocar rápido, também. Mas escolheu esta Consolação No 3 de Liszt, serena, para mostrar seu talento.

O grande Horowitz, talvez o maior pianista do século 20, também usou o charme desta mesma obra para um simples ‘bis’. Optou por envolver, não por impressionar com sua técnica (mesmo porque ele não precisava disso!).

Veja Gavin tocando Liszt e, apesar da idade, como ele se envolve na música, como os gestos são elegantes, suaves, flutuantes como a música de não muitos adultos:


Gavin adora música romântica e gosta de tocar em audições beneficentes. Muito bom gosto, muito bom gesto.

YEHUDI MENUHIN MENINO E VIOLINO

Como ele, são poucos em cada século

Vemos promessas de virtuoses aqui e ali, mas alguns do passado são diferentes de todos eles. Pela sensibilidade, pela técnica, pela maturidade musical precoce, surgiram raros talentos como o de Yehudi Menuhin (Falecido em 1999).

Assisti a 3  masterclasses de Yehudi; ele já idoso, mas sábio como sempre. Repito Gonçalves dias: ‘Meninos, eu vi!’ Pouco ou nada falava de violino ou arco, gostava mais de tratar de movimentos corporais (era  aficcionado por Yoga e filosofias orientais, relaxamento, etc.). E como dava certo!

Yehudi estudou com o grande Louis Persinger, que disse que nunca lhe ensinou técnica, escalas, ‘essas coisas que todo mundo aprende’. Yehudi estreou aos 8 anos de idade nada menos do que no Carnegie Hall de NY, o ‘top’. Ele não precisou, apenas viveu a música. Na gravação abaixo (áudio com fotos), o menino Yehudi desfila seu talento no “Rondo” de Spore. Vale a pena.

“O CAPITAL”

Do livro mais enfadonho ao filme mais entediante
(Íntegra do texto publicado em ‘O Progresso’
no fim de semana)

Das Kapital” é o título do livro mais importante de Karl Marx (1818-1883), filho de mãe judia de classe média, homem de inteligência fora do comum e cultura enciclopédica. Marx atropelou a então rígida ciência econômica com sua filosofia e sua visão política revolucionária. A ele, a economia deve a consolidação de conceitos como a ‘mais-valia’, o do controle do poder econômico sobre o poder político, a contraposição entre divisão social do trabalho (capitalista) e divisão técnica do trabalho (no regime socialista) e tantos outros que, pela sua importância, são parte do cotidiano de especialistas do mundo inteiro. O livro é um trabalho enorme, seco, cruel, que a maioria absoluta dos próprios economistas desconhece em pormenores – à exceção dos que, por ideologia ou necessidade de estudo, resolvem se aprofundar. O problema é que, como meu pai sempre disse (na época da União Soviética), “nem os russos aguentaram ler aquilo”.
O livro é insuportável (eu juro que tentei ler, em meus tempos de estudante, mas não consegui) é farinha de mandioca sem torrar, sem tempero e sem feijão. E para ser engolida sem água. E olhe que eu leio tudo o que passa pela frente – tirando ‘best-sellers’ e auto-ajuda, além da literatura de quilate rasteiro, todos fora de meu interesse. Melhor ler outros títulos da Marx, como “O 18 Brumário de Luís Bonaparte”, em que ele se dedica a um dos seus melhores talentos, a análise histórica; “A ideologia alemã”, em que já esboça seus pensamentos revolucionários, e até o “Manifesto Comunista” (1848), que hoje parece divertida e adolescente cartilha panfletária  escrita a quatro mãos com Engels, cujo texto termina com a célebre frase: “proletários de todo o mundo, uni-vos!”
O grande Sergei Eisenstein, cineasta de obras-primas do realismo socialista como “Couraçado Potemkin", de1925 (foto ao lado), já havia pensado em fazer um filme sobre Marx e “O Capital”. Porém, Alexander Kluge, agora em pleno século 21, nos brinda com o sonho não realizado de Eisenstein a partir de material que o russo coletou em... nada menos do que 29 horas de filmagem. Em uma misturada sem fim, Kluge remete a Einsenstein, à revolução bolchevique, à vida de Marx e tenta embolar tudo isso com o “Ulisses”, de James Joyce.
Meu pai sempre disse que um grande livro não dá grande filme, e vice-versa. Um grande livro tem um conteúdo psicológico que o filme não reproduz no interior das pessoas, a escrita traz ‘imagens’ e uma ‘trilha sonora’ diversas na mente de cada indivíduo. Já o filme traz um impacto de menos de duas horas cujo conteúdo se mistura por igual, multiplicado pelo número de espectadores, com sua música e cenário prontos e imutáveis, e, cada vez mais, tecnologia de ponta que pode faz um gibi de terceira virar um fenômeno de bilheteria.
“O Capital” é um texto de suma importância para a história da humanidade, mas é um péssimo livro de se ler. O filme parece querer superar de longe essa chatice: leva ‘apenas’ 9 horas e meia. Isso mesmo. Vou repicar o célebre Oswald de Andrade: “não vi e não gostei”. Parece o absurdo dos absurdos, mas não me disponho a perder 9h30 nem para ver a Marilyn Monroe ‘viva’ em holografia.
Não que não existam obras longas maravilhosas. As grandes óperas de Wagner levam horas cada uma, porém são acontecimentos inesquecíveis entre solistas, coros, cenários, orquestra, música e histórias alucinantes. As “Paixões” de Bach (duas: segundo Mateus e segundo João) são composições longas, mas o conteúdo bíblico, a beleza da música, a variedade dos movimentos (são dezenas!) e a grandeza das obras absorvem e envolvem nesse contexto espiritual quem quer que esteja tocando ou assistindo. Há muitos anos, tendo como regente Lorna Cooke de Varon, toquei com orquestra, solistas, coros de incontáveis vozes, em alguns dos momentos mais inesquecíveis de minha vida: foram 4 horas, incluindo o bufê no intervalo. Um retiro espiritual profundo, uma terapia de encontro.
“O Capital” não tem nada disso. Seguindo o próprio tema do filme, com Marx e seus ‘entornos’, Eisenstein, a revolução de 1917, tudo isso junto à prolixidade ultra-complexa do irlandês Joyce, quase intraduzível do ‘celtic’ (que eles pronunciam ‘keltic’) do “Ulisses”, texto que é difícil até para os ingleses lerem. Se você assistir a esse atentado à paciência (o filme), e tiver a pachorra de provar-me que viu, conte-me. Mas não demore mais do que nove minutos e meio, por favor.

ATUAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL

Nota de esclarecimento (reproduzindo)

Marco Aurélio de Mello (Ministro do STF):
“Mil vezes termos excesso do que apatia”
(Folha de SP, 21/08/2011)



12/08/2011 - 18:31

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal vem a público esclarecer que, após ser preso, qualquer criminoso tem como primeira providência tentar desqualificar o trabalho policial. Quando ele não pode fazê-lo pessoalmente, seus amigos ou padrinhos assumem a tarefa em seu lugar.

A entidade lamenta que no Brasil, a corrupção tenha atingido níveis inimagináveis; altos executivos do governo, quando não são presos por ordem judicial, são demitidos por envolvimento em falcatruas.

Milhões de reais – dinheiro pertencente ao povo- são desviados diariamente por aproveitadores travestidos de autoridades. E quando esses indivíduos são presos, por ordem judicial, os padrinhos vêm a publico e se dizem “ estarrecidos com a violência da operação da Polícia Federal”. Isto é apenas o início de uma estratégia usada por essas pessoas com o objetivo de desqualificar a correta atuação da polícia. Quando se prende um político ou alguém por ele protegido, é como mexer num vespeiro.

A providência logo adotada visa desviar o foco das investigações e investir contra o trabalho policial. Em tempos recentes, esse método deu tão certo que todo um trabalho investigatório foi anulado. Agora, a tática volta ao cenário.

Há de chegar o dia em que a história será contada em seus precisos tempos. De repente, o uso de algemas em criminosos passa a ser um delito muito maior que o desvio de milhões de reais dos cofres públicos.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal colocará todo o seu empenho para esclarecer o povo brasileiro o que realmente se pretende com tais acusações ao trabalho policial e o que está por trás de toda essa tentativa de desqualificação da atuação da Polícia Federal.

A decisão sobre se um preso deve ser conduzido algemado ou não é tomada pelo policial que o prende e não por quem desfruta do conforto e das mordomias dos gabinetes climatizados de Brasília.

É uma pena que aqueles que se dizem “estarrecidos” com a “violência pelo uso de algemas” não tenham o mesmo sentimento diante dos escândalos que acontecem diariamente no país, que fazem evaporar bilhões de reais dos cofres da nação, deixando milhares de pessoas na miséria, inclusive condenando-as a morte.

No Ministério dos Transportes, toda a cúpula foi afastada. Logo em seguida, estourou o escândalo na Conab e no próprio Ministério da Agricultura. Em decorrência das investigações no Ministério do Turismo, a Justiça Federal determinou a prisão de 38 pessoas de uma só tacada.

Mas a preocupação oficial é com o uso de algemas. Em todos os países do mundo, a doutrina policial ensina que todo preso deve ser conduzido algemado, porque a algema é um instrumento de proteção ao preso e ao policial que o prende.

Quanto às provas da culpabilidade dos envolvidos, cabe esclarecer que serão apresentadas no momento oportuno  ao Juiz encarregado do feito, e somente a ele e a mais ninguém. Não cabe à Polícia exibir provas pela imprensa.
A ADPF aproveita para reproduzir o que disse o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos: “a Polícia Federal é republicana e não pertence ao governo nem a partidos políticos”.

Brasília, 12 de agosto de 2011
Bolivar Steinmetz
Vice-presidente, no exercício da presidência

BANDIDO É ALGEMADO E PRESO

Agora, esse pode, não?

Foto: Globo.com

UTILIDADE PÚBLICA:

‘HOAX’ SOBRE MEDICAMENTOS
Resolução 96 da ANVISA É DE 2000
(Mais um ‘hoax’ com cara de sério circula na Internet)

Veja o desmentido:

Anvisa esclarece e-mail que alerta sobre fenilpropalaminaPublicada: 08/11/2010 07:05| Atualizada: 08/11/2010 07:04
Rodrigo Lago
Circula na web um e-mail com título “Remédio suspenso – Risco de morte”, no qual o suposto médico do trabalho Maurici Aragão Tavares alerta para os riscos da ingestão da substância ativa usada principalmente em antigripais denominada fenilpropalamina, suspensa no Brasil em 2000, por meio da Resolução 96, do Ministério da Saúde, através da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 
A medida de suspensão por parte da Anvisa foi tomada depois que a ‘Food and Drug Administration’, (FDA), dos Estados Unidos, constatou que a substância vinha provocando adversos fatais em usuários americanos (hemorragia cerebral). No Brasil, a suspensão foi preventiva, uma vez que não existiram casos relatados.
Sobre as informações difundidas via e-mail que têm causado confusão entre consumidores e levantado falso alarde sobre alguns medicamentos, a Anvisa informa que não há motivo para alarde e preocupação, uma vez que a Agência já tomou todas as providências necessárias e a substância já não faz mais parte do mercado farmacêutico brasileiro.
A mensagem lista uma série de medicamentos, como Naldecon, Bernadryl e Descon, amplamente utilizados pela população, inclusive por crianças. O e-mail também menciona o risco de morte por aqueles que estão usando a referida medicação. A Agência destaca que a divulgação de informações desse tipo deve ser cuidadosa e precisa para evitar preocupação desnecessária por parte da população. 
Na época, os fabricantes tiveram 30 dias para recolher os medicamentos que continham a substância. Os laboratórios que optaram por manter a marca comercial de seus produtos foram obrigados a modificar a fórmula e, portanto, retiraram a substância dos medicamentos em questão. A Fenilpropanolamina que foi associada a reações adversas nos Estados Unidos, como derrame cerebral, não existe mais no Brasil há 3 anos e meio.
Publicada: 08/11/2010 07:05| Atualizada: 08/11/2010 07:04

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

DESEMBARGADOR FAUSTO DE SANCTIS

Dia dos pais em Tatuí, com muita música

O Desembargador Fausto De Sanctis, conhecido nacionalmente por ter comandado a 6ª Vara da Justiça Federal em São Paulo até o final de 2010, esteve em Tatuí neste domingo, 14 de agosto, celebrando o dia dos pais com os filhos Teodoro e Tomás.

Pela manhã, no Salão Villa-Lobos do Conservatório, o Dr. Fausto abriu uma mesa-redonda sobre o tema “O magistrado e a Comunidade”, em que propôs atuações como a que resultou na aquisição de mais de 125 mil reais em instrumentos para jovens talentosos e carentes do Conservatório de Tatuí. Fato inédito, narrou a vida difícil como Juiz na atuação desses casos, vários deles conhecidos (ele não mencionou, mas foram, entre outros: Edemar Cid Ferreira, do Banco Santos, e Daniel Dantas, do Banco Opportunity, que terminaram condenados e presos  - e invariavelmente soltos pelas chamadas ‘brechas da lei’ encontradas por advogados de causas milionárias).

O almoço foi na Cantina do Júlio, no Residencial Villa Monte Verde (ver foto abaixo), com meus filhos e os de Fausto, em ambiente familiar.


À tarde, diversas entrevistas para a TV Record e TV TEM (Globo), pois um fato inusitado desses (um Desembargador Federal visitando Tatuí no dia dos pais para entrega de instrumentos de música adquiridos com dinheiro de crime de 'colarinho branco') não poderia passar - também - em branco.

Todos os 11 alunos agraciados com os instrumentos, doados por competência, talento e carência, conforme decisão judicial em sentença da 6ª Vara, aguardaram a subida de Fausto ao palco, para lá homenageá-lo, e depois, um por vez, apresentarem movimentos de seu repertório em seus novos instrumentos.
ALUNOS SE APRESENTAM COM NOVOS INSTRUMENTOS NO PALCO DO TEATRO
PROCÓPIO FERREIRA
comprovando, assim, o mérito da escolha
de seus nomes com demonstração musical

Os 11 alunos contemplados e seus respectivos instrumentos são: Marcelo Pinto da Silva (contrabaixo), Cristiano Lourenço dos Santos (viola), Daniel Barbosa Soares (trombone), Diego Afonso Morales (saxofone), Jean Gerard (oboé), Paulo Roberto de Oliveira (tuba), Rafael Victor Frazzato Fernandes (violoncelo) e Renan da Silva Sena (trompete). Além de César Augusto Garcez (clarinete), Tiago Caires da Silva (bombardino) e Wesley Alexandre Martins de Oliveira (fagote).


Confira duas matérias da TV Record:


E

 
Detalhe: nenhum dos instrumentos é amador, todos são muito bons e fundamentais para o prosseguimento da carreira após a formatura. Outro detalhe: os alunos agraciados têm a guarda provisória dos instrumentos, e só os receberão em definitivo se não tiverem reprovação e após concluírem o curso.
E pensar que houve ‘cornetada’ dizendo que a história da doação era ‘teatrinho’... Ao corneteiro, a recomendação do poeta francês Baudelaire: “Bebei o vinho. Embriagai-vos”.
Reportagem da TV TEM (Globo):


“O PODER DA FOFOCA”
Artigo de Fernando Reinach no Estadão trata do
hábito da fofocagem – aliás, motivo para a
criação deste blog, que surgiu inicialmente
com o nome “A surdina”

O articulista demonstra que até mesmo experimentos científicos foram realizados para reafirmar que o poder da fofoca é sempre 'do mal', criar fatos negativos. Eu penso que, após a destruição de seus argumentos pela realidade ou pela negativa de alguns, o ‘fofoqueiro’ (ou ‘corneteiro’) do mal sente-se destruído internamente, pois aqueles para quem ‘fofocou’ a inverdade passaram a desacreditá-lo – e, como novos ‘antifofoqueiros’, por sua vez passam a espalhar o descrédito das ‘verdades’ do fofoqueiro-mor.

O inventor de maldades incorre em pelo menos três pecados capitais - sem falar em leis terrenas, como os Códigos Civil e Penal: a ‘Avareza’, apego aos interesses pessoais e sinônimo de ‘ganância’ (pelo dinheiro, poder ou ambição política); a ‘Ira’, ligada à inveja e ganância, e a “Inveja’ propriamente dita, filha da frustração e da incompetência. Com frequência, também, o fofoqueiro se investe de arrogância, por sua também produto da fraqueza de espírito. Mas o ‘corneteiro do mal’ se revela por inteiro quando não se arrepende, não pede perdão (nem ao menos para os que ouviram seus desatinos): suas invencionces são a arma dos incompetentes soberbos, e assumidamente criações maliciosas – daí não caberem arrependimentos. Faz parte da natureza humana, está aqui e ali, mas, como diria Drummond, “como dói”.

"A parábola dos cegos". Óleo de Pietr Brueghel (1586)
Um cego puxa outros cegos. Ao cair, leva todos junto com ele

O blog ‘Conteúdo livre’ disponibiliza o ótimo artigo de Reinach na íntegra. Leia em: