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sábado, 27 de abril de 2019

PARA CALAR UMA ORQUESTRA

Corredor do Palácio

Princípio de 2007, após a posse de Serra como governador. Eu e mais cinco músicos fomos convidados para uma conversa informal no Palácio dos Bandeirantes, regada a bom vinho até tarde. Foi lá que conheci o Serra e o João Sayad, secretário de cultura. Conversa vai e vem, o governador até solfejou, disse ter estudado Canto Orfeônico na escola, cantarolou uns trechos de árias de óperas italianas, come si deve, e brincou: contem aos jornalistas que gosto de música, sim.
Sinfonia Cultura: Concertos para Jovens (programa)
Dois anos antes, eu havia atuado na luta pela manutenção da Sinfonia Cultura, uma orquestra ligada à Fundação Padre Anchieta (Rádio e TV Cultura). Em dado momento, perguntei de supetão por que acabaram com a orquestra. Serra olha para Sayad e repete a pergunta, o secretário se vira e nos indaga a mesma coisa. Sem nada concluirmos, lembrei o título de uma obra de Charles Ives, Pergunta sem Reposta (Unanswered Question).
Na época da grande coda da orquestra, escrevi um texto  bilíngue (The folding of an Orchestra), que, tornado lista de apoio, obteve milhares de assinaturas no Brasil e no exterior – com apelos até de organismos internacionais como o Sindicato das Orquestras Alemãs (DOV) e a Federação Americana de Músicos (AFM). Ninguém se sensibilizou, e a orquestra foi extinta naquele 2005 – isso, apesar do orçamento reduzido, coisa de 3 milhões anuais, na época, cobertos com sobra por concertos nas escolas: um repasse de 7 milhões da Secretaria de Educação para coisa de 70 concertos anuais (os programas impressos eram de minha autoria). Aquela pergunta nunca terá resposta. Sob a batuta do Lutero Rodrigues, era a única dedicada prioritariamente à execução da música brasileira de concerto.
BSESP
Em 2016 chega a hora e a vez da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, criada em 1989. Com cerca de 82 músicos, a BSESP executava de transcrições de música clássica ao vastíssimo repertório da formação, escrito por compositores do mundo inteiro. Fora MPB, jazz, trilhas de filmes e o cancioneiro do Brasil. A formação existe aos milhares no mundo, especialmente nos EUA (as bandas sinfônicas tiveram início ainda no século 19). Infelizmente, o Brasil possui pouquíssimas bandas/ensembles e similares, sendo raras delas profissionais. O impacto sonoro de uma Banda Sinfônica é enorme para o público em geral, atrai leigos para a boa música. E ao ar livre, em geral, pode prescindir de amplificação. Por motivos não sabidos, veio a degola.
Filarmônica de Viena (HarrisonParrot)
No exterior, orquestras já sofreram crises. Na Europa, com todos os grupos estatais, são o orgulho de Berlim, Stuttgart, Hamburgo, Viena, Londres, Paris e Praga. Não que não tenha havido impasses. Um grande embate aconteceu na Filarmônica de Viena já em 1847, mas, com esforço e a visão de prioridade da Cultura entre os povos germânicos ela foi mantida, e reavivado o orgulho austríaco.
Berlim, com Benjamin Bilse
Na Filarmônica de Berlim, aclamada como a melhor do mundo, houve diversas crises, mas o povo e o Estado não sucumbiram à moeda fácil das obras políticas de visibilidade física. Já aconteceu nos idos de 1882, quando era regente Benjamin Bilse, e partiu dos músicos, inconformados com os salários irrisórios. Mais adiante, um acordo com o Conservatório Real, dirigido pelo lendário violinista Joseph Joachim, garantiu a continuidade do grupo. As orquestras fazem parte da história e da cultura alemã de tal forma que Hitler, na iminência de um ataque dos aliados, ordenou que a música não parasse um dia sequer. O nefasto ditador nazista era um aficionado por ópera desde a adolescência, mas, acima de tudo, a música era para ele um símbolo do poderio alemão.
Grupo amador de ópera inglês : de 50 a 1.000 libras
Nos EUA, o Estado praticamente não reconhece as orquestras. Com um repasse pífio, quando existente, do NEA (National Endowment for the Arts), os grandes conjuntos sobrevivem graças a ingressos (coisa absolutamente impossível no Brasil), campanhas de arrecadação e doações de organizações privadas ou pessoas físicas: os boards (conselhos das orquestras) e programas de concertos agradecem essa generosidade dando-lhes títulos como patrons, sponsors, donors. Orquestras enfrentaram crises, como as mundialmente famosas Filarmônica de Nova Iorque, San Francisco e Minneapolis, ou simplesmente fecharam, como as da Florida, Syracuse e Honolulu. Popularizar o repertório tem sido a salvação para muitas delas, mesmo que com prejuízos à sua linha de trabalho.
OSB (créd.: Glamurama)
No Brasil, a Orquestra Sinfônica Brasileira, fundação de direto privado, passou por várias crises, e há alguns anos demissões em massa. Era presidente da FOSB o banqueiro Eleazar de Carvalho Filho, que recebeu o nome paterno, grande maestro. Usei de minha afinidade com o saudoso pai dele, enviei bilhetes pessoais trocados entre o ‘velho’ e eu até nos derradeiros dias dele, para sensibilizar o administrador (revelo aqui aos que não sabiam dessas tratativas...). Não sei se ajudou, a crise foi contornada, mas é recidiva: não tem havido, segundo li, a contribuição vital da Prefeitura. Em São Paulo, a OSESP não corre riscos, mas tem tido seguidos cortes no orçamento, com óbvio impacto em suas atividades.  Trata-se de uma organização modelo, paradigma, gerida por uma fundação de direito privado (Organização Social), cuja venda de ingressos por si, ainda mais em tempos de crise, não suportaria sequer parte do custeio.
OSR e Marlos Nobre (Teatro Santa Isabel)
Lutam também a Filarmônica de Minas Gerais, com Fábio Mechetti, a do Recife, sob a batuta de um dos maiores compositores de nossa história, Marlos Nobre, a da Paraíba, com Luiz Carlos Durier e outros Quixotes que insistem em manter nossa cultura viva. Uma luta longa e inglória.
Picasso, 1955


sábado, 11 de março de 2017

PORQUE NÃO SOU ESCRITOR

Gustave Flaubert
O leitor mais atento pode ter estranhado a razão de eu ter usado, para este título, ‘porque’ conjunção causal explicativa, e não ‘por que’, expressão interrogativa. Guardo a explicação para o final do texto. Também, não deixa de ser uma brincadeira com o leitor sobre as regras gramaticais, que uso mas sem idolatrá-las, até distorcendo-as ou violando-as conscientemente, como recomendava Flaubert, quando apraz ao autor, pelo bem do estilo de escrever.

Fernando Sabino
O título ‘escritor’ ficou ainda mais claro para mim quando, por ocasião do falecimento de meu pai, em 2012, o crítico literário e articulista Humberto Werneck escreveu sobre um caso divertido que acontecera com o Fernando Sabino. Na conversa, meu pai, seu amigo, dissera que passara a vida inteira em “trabalho de formiguinha para ser romancista”. E que se escrevesse poesia certamente seria um lixo.

Humberto Werneck
Insistia que Sabino, seu dileto amigo, tentasse publicar algo mais do que crônicas, enveredasse pelo romance, pela verdadeira literatura. Werneck assim publicou a boutade em O Estado de São Paulo, uma semana depois da partida do meu pai (2012):

Autran Dourado
“Nos anos 70, trocou divertidas farpas com Fernando Sabino quando o amigo, inebriado pelo sucesso do primeiro romance, O Encontro Marcado (1956), que o impedia de reincidir no gênero, andou apregoando que o romance estava morto (sic). Gozado o Fernando”, comentou meu pai: “foi campeão de natação, e agora, que já não dá conta de nadar, quer esvaziar a piscina..." Essa uma tirada típica do velho Autran.

Sabino voltaria a tentar o romance, com O Grande Mentecapto, mas o trabalho de elaborar uma grande trama literária lhe parece ter morrido após mais duas tentativas. Já meu pai continuou a ser formiguinha, e construiu uma obra já consolidada internacionalmente que deixou um lastro de quinze romances, nove livros de histórias mais curtas, um de memórias e seis de ensaios. Por isso, foi considerado pela Unesco autor de textos que figuram entre as obras representativas da literatura universal.

Herbert Von Karajan
Faço agora um paralelo entre ‘a pessoa que escreve e o escritor’ com ‘aquele que rege e o maestro’. Hoje a ‘produção’ de maestros no Brasil é como a “geração espontânea” da antiguidade. Eu me autodenomino maestro porque quero (ou seria uma autofagia oculta?). Muitos, muitos regem, mas, como os que escrevem e não são necessariamente escritores, serem regentes não significa serem ‘maestros’. Em outras línguas, não há paralelo: chef d'orchestre, em francês, conductor, inglês, e Dirigent, alemão. Na Itália, diz-se que é maestro o mestre, independentemente até do instrumento.

Isaac Karabtchevsky
Quem confere então tal título no Brasil, perguntaria o leitor. Os músicos! Nem a imprensa, nem a universidade, nem o público, apenas os músicos, que reconhecem na liderança que os guia estarem diante de um mestre - do italiano “maestro”.  Nem quando músicos o dizem por respeito ou costume, mas quando têm gabarito musical que lhes confere esse poder de ‘unção’, de dar a quem os rege o galardão de líder de orquestra, é que se ergue um maestro. Disse uma vez o célebre Isaac Karabtchevsky: é maestro quem possui na cabeça as 9 sinfonias de Beethoven para reger amanhã, entre outros cavalos de batalha. Na questão requisitos, como músico eu endosso o maestro paulistano de anos muito bem vividos musicalmente aqui e no exterior, hoje aos 83.

Silvio Romero (1851-1914)
Há e houve ensaístas e críticos, e gente preciosa, como o Humberto Werneck, que mencionei acima (a imprensa recente desgastou “citar”, devido à Lava Jato, provocando confusão quanto uso da palavra, entre o ‘mencionar’ e a 'citação judicial'). Afrânio Coutinho, o mestre Antonio Cândido, Alceu de Amoroso Lima, e, do século 19, Sílvio Romero, sem me esquecer do professor emérito da Usp e membro da ABL Alfredo Bosi, independentemente de serem também poetas ou escritores. É um ofício trabalhoso, cheio de espinhos, cujo protagonista tem de estar pronto para receber de volta farpas dos criticados.

Cecília Meireles
Dos poetas, artesãos de dificílima arte, temos muitos, desde o versátil Gonçalves Dias à Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Drummond (o “poeta maior”), João Cabral, dos meus favoritos, e tantos outros. Cronistas da imprensa temos aos montes, alguns que admiro pela memória e versatilidade no jornalismo, destacando Carlos Heitor Cony, o saudoso Gullar, Sérgio Augusto, bem versado em cinema, o às vezes debochado e cáustico Arnaldo Jabor, e outros menores que servem para encher página de jornal, cujos nomes declino de mencionar, por respeito à classe dos que emitem boas opiniões fora da aparente (mas não transparente) isenção das notícias.

Marlos Nobre
Entre compositores, o mesmo. Escrevi dezenas de peças curtas, mas nem por isso sou compositor. No máximo, um ‘cronista da composição’. Um compositor que merece esse título tem de ter escrito uma ou mais sonatas, ou peças cuja complexidade mostrem sua expertise no tema, quem sabe chegar a uma ópera ou sinfonia. Sou modestíssimo artesão, outra coisa são Guarnieri, Villa-Lobos ou Marlos Nobre, entre outros. Componho, mas não me atrevo a usar o título de compositor.

Escrevi alguns livros, quase todos técnicos, fora uma brincadeira musical publicada como diversão. Mas nada de literatura. Minha obra mais importante é o Dicionário de Termos e Expressões da Música, que tem trânsito entre músicos em geral. Nunca pensei em me aventurar pela literatura, pois o trabalho deveria ter sido iniciado como meu pai, aos dezenove. Gostaria, até, claro, a coisa me atrai, mas sei dos meus limites.  Sou músico, e está na alma, mesmo que não persista diretamente na atividade devido a problemas que, há anos, me obrigaram a deixar de exercê-la diretamente. Dirijo escolas de música há 28 anos. Mas quanto a escrever, digo que não sou do ramo, apenas faço minhas crônicas.

Porque não sou escritor.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

MARLOS NOBRE, QUIXOTE PERNAMBUCANO

Para a Câmara Municipal do Recife, música é prioridade

Marlos Nobre (blog de Mirella Martins)
Marlos Nobre é brasileiro, recifense e cidadão do mundo, um ícone da nossa música. Aos 76, tem a energia de um jovem que luta e obtém o que se propõe, como todo bom vencedor. Pianista, compositor, regente, é considerado por vários críticos o maior compositor vivo da América Latina e mesmo do continente ibero-americano (MARCO, Tomás. Cuadernos de Música. Madrid: Fundación Autor, 2006). Ao ouvir sua obra, é difícil confundi-la com a de qualquer outro compositor brasileiro: tem a digital marcada na identidade artística. É brasileiro de corpo e alma, e, embora nunca tenha sido um nacionalista ferrenho, deixa sua veia regional regar todas as melhores influências.

Comungo da opinião de Tomás Marco, no livro “Marlos Nobre, el sonido del realismo mágico”: “As obras de Nobre possuem um magnetismo e uma força que as fazem irresistíveis”. É inevitável a remissão de uma expressão do título deste livro, que fala em “realismo mágico”, a outro latino, o escritor colombiano Gabriel García Márquez, especialmente com referência à sua mítica cidade Macondo, de “Cem anos de solidão”.


Royal Philharmonic Orchestra
Títulos e cargos, ele os tem de sobra. Foi Presidente da Funarte, do Conselho Internacional de Música da Unesco, em Paris, e da Rádio MEC, entre inúmeros outros. Primeiro brasileiro a reger a Royal Philarmonic Orchesta, também esteve à frente da prestigiosa ORTF francesa, a do Teatro Colón e outras. Tem assento na cadeira nº 1, de Villa-Lobos, na Academia Brasileira de Música. Porém, seus títulos maiores não são cargos e láureas, eles têm nome: “Convergências e Desafio VII para piano e orquestra”, “Rythmetron”, para 10 percussionistas, todas de 1968, “Biosfera”, de 1970, “Mosaico” e “Passacaglia” para grande orquestra, ambas de 1997, entre quase 250 outras. Sua origem brasileira predomina sobre as influências de seus grandes mestres: Messiaen, Ginastera, Copland, Dallapiccola, Gunther Schuller e Guarnieri, entre outros. Sua escrita é obra de tapeçaria intricada, absolutamente pessoal e inconfundível.

Rádio MEC
Conheci Marlos Nobre visitando meus pais no Brasil, por volta de 1980, no Rio. Ele estava na Rádio MEC, à frente de um projeto de reestruturação para a Sinfônica Nacional. Achou que eu poderia colaborar, e, logo que voltei definitivamente ao país em 1982, fui ao seu apartamento e de sua esposa, Maria Luiza Colker Nobre, excelente pianista. Marlos estava se retirando do projeto, atropelado pela imensa burocracia brasileira. Porém, nossa amizade começara musicalmente, como não poderia deixar de ser: colaborei para a edição e estreei em Boston, em 1981, seu “Desafio IV para contrabaixo e piano” (ouça o áudio abaixo). Obra bastante complexa, demandou-me estudo dedicado. O saudoso Steven Brewster, então spalla (solista de naipe) dos contrabaixos da Sinfônica Nacional de Washington de Rostropovich, disse que foi uma das melhores peças para o instrumento que ouvira nos últimos vinte anos!


O saudoso Eugene Egan: regente, violinista e grande piadista
Nobre é diretor artístico infatigável da Orquestra Sinfônica do Recife, talvez a mais antiga do Brasil em trabalho contínuo, 82 anos de vida! O conjunto foi criado com a participação de Ernani Braga (1888-1948) e o maestro Vicente Fittipaldi. Teve entre seus regentes Eleazar de Carvalho, que ousou avançar no repertório, seguido por seu assistente, o saudoso Eugene Egan, que o substituiu, maestro e violinista, com quem tive o prazer de tocar em um grupo de câmara. O Nobre regente de hoje retoma a linha de trabalho de crescimento da orquestra, e faz um trabalho de formiga até no verão, mas com fôlego de gigante. Ergueu o grupo, e graças ao seu carisma tem projetado a Sinfônica do Recife como um novo paradigma de crescimento musical no país. Lembro-me de Eleazar de Carvalho afirmando que uma orquestra não se faz em dez anos, mas em cem. Marcará época.

O deslumbrante Teatro Santa Isabel, sede da OSR
A casa da orquestra é o famoso Teatro de Santa Isabel, projeto neoclássico de grande beleza do francês Louis Léger Vauthier que completa este anos 165 de existência, um dos mais belos e imponentes prédios do Império. Bem mais antigo do que os grandes Colón de Buenos Aires (1908) e os municipais do Rio (1909) e São Paulo (1911), além do famoso Palais Garnier (Opera de Paris), de 1875. Já recebeu Carlos Gomes, a bailarina Anna Pavlova, Jasha Heifetz e muitos outros. Ter uma casa como essas ajuda a Sinfônica do Recife a crescer em sonoridade, com a acústica incomparável das grandes construções antigas.

Nobre, à direita, na Câmara de Vereadores do Recife
Marlos Nobre tem lutado por seu grupo como bom quixote, obcecado em dedicar-lhe de presente à terra que lhe foi mãe, e galgando todas as etapas para a melhor profissionalização da Sinfônica. Do último dia 16 de novembro, encerrou a temporada de 2016 com sua Passacaglia para grande orquestra e a imponente Sétima Sinfonia de Beethoven. Antes disso, porém, foi em pessoa batalhar por uma ajuda de custo que elevasse o salário dos músicos a um patamar mais digno, o que neste momento de crise é tarefa para um mestre tanto no pódio quanto na articulação dos bastidores e coxias. Porém, com o legado cultural da cidade, toda a cultura herdada dos anos holandeses e sua vocação artística, ainda conseguiu, no dia 9 de novembro, a aprovação pela Comissão de Legislação e Justiça ao projeto de lei que beneficia seus músicos. O relator, Raul Jungmann, afirmou que a orquestra exerce um papel fundamental na formação da sociedade não só de Recife, mas de todo o Brasil. É preciso ser mais do que um grande compositor, um mestre, há que se compartilhar a arte de lutar e tornar-se exemplo para todo o país. Noblesse oblige.

Bandeira da cidade: Recife