LIVROS

LIVROS
CLIQUE SOBRE UMA DAS IMAGENS ACIMA PARA ADQUIRIR O DICIONÁRIO DIRETAMENTE DA EDITORA. AVALIAÇÃO GOOGLE BOOKS: *****

domingo, 19 de agosto de 2012

VI - Da Jovem Guarda e Chico Buarque à “cegueira” que podem trazer os modernos óculos 3D.


Com a chegada da Jovem Guarda, surgiram coisas de gosto duvidoso como “Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa” (1968). “Bete Balanço” (1984), fraco mas muito bem estrelado por Débora Bloch, que faz uma aspirante a cantora que sai do interior de Minas em busca de sucesso, revelou alguns hits inesquecíveis de Cazuza. O ciclo parece terminar em 1986, com “A Ópera do Malandro”, de Ruy Guerra, com belas músicas de Chico Buarque. Depois disso, apenas coisas de muito pouco ou nenhum valor como filme, na minha opinião, como “Cazuza, o Tempo não para” (2004), “Dois Filhos de Francisco” (2005), ressurgindo na esteira da enorme entressafra com que o cinema foi golpeado com a extinção da chamada “Lei Sarney” (incentivo fiscal), mais um desserviço do então presidente Collor de Mello, que acabou com a única coisa útil (que eu me lembre) que o “coronel” maranhense deve feito em décadas de carreira política.  [Veja e ouça, para terminar, o clipe “Desafio do Malandro”, da “Ópera do Malandro”].
Posso ter esquecido vários títulos, mas esses são os musicais que marcaram época nas telas. Hoje, valem mais os efeitos de estúdio e sons espetaculares criados em computadores de última geração do que o canto e a dança de bons artistas, de carne e osso como eu e você. Saudosismo meu? Claro que não. Saudade da boa arte do passado, sim, mas parte dos filmes por mim citados até quase a metade deste texto foram rodados antes de eu nascer. O público jovem de hoje desconhece os bons musicais - uma arte que qualquer filme de terceira categoria com som “surround” e visto com óculos 3D pode lhes pode esconder.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.