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sábado, 21 de julho de 2012

III - NAS VEREDAS DA CRIAÇÃO: o trabalho de carpintaria.


Gráfico de NY Skyline, feito por Villa
Villa-Lobos (1887-1959) servia-se de tudo para criar.  O folclore, as novelas de rádio que ouvia enquanto compunha deitado no chão, os passeios pela música de Debussy e Ravel, o som do trenzinho do caipira, o choro, a silhueta de Manhattan (na obra “NY Skyline” – diagrama ao lado), a vida boêmia. Parece que as ideias lhe caíam como bolhas de sabão, ele brincando, a apanhá-las construindo mais uma peça. Camargo Guarnieri (1907-1993), o genial compositor tieteense da ópera “Pedro Malazarte”, escreveu suas centenas de composições com hora marcada, períodos em que a empregada interceptava, como fosse guarda-costas, os telefonemas e visitas inesperados.
Assim como meu pai, Autran Dourado (1926), que costumava passar algumas horas das manhãs em seu escritório de casa escrevendo metodicamente, antes de sair para o trabalho diário. Ele sempre disse que não acredita em inspiração, e sim em ideia súbita, aquela que lhe cai no colo sabe-se lá o porquê, e vai crescendo como uma pequena teia que ele vai tricotando na mente até chegar ao ponto ideal, o de lançar ideias em pequenos cartões (em taquigrafia espanhola, o método mais rápido de se escrever, diz ele). Depois, a rotina diária era fazer dessa trama já bem concebida um trabalho braçal, que ele chama de carpintaria. 

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