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sábado, 21 de julho de 2012

IV - NAS VEREDAS DA CRIAÇÃO: as pequenas obras de Webern e Caymmi e a preguiça de Rossini.


Anton Von Weber
O vienense Anton Von Webern (1877-1945), em seus 68 anos de vida, escreveu um total de obras que, juntas, somariam pouco mais de duas horas de audição, entre peças curtas para orquestra, canções e música de câmera. Em nossa MPB, Dorival Caymmi (1914-2008), baiano ilustre, em 94 anos de vida compôs apenas 70 canções lindas e extremamente simples e curtas, como “É doce morrer no mar...” ou “Marina, Marina morena, você se pintou...”
Dorival Caymmi
Só consigo imaginar Caymmi deitado na rede, água de coco ao lado, olhando o Farol da Barra e pegando no violão somente quando lhe desse na telha e a ideia lhe viesse pronta, melodia e letra fluindo entre a respiração das ondas do mar e seus dedos, tamborilando as cordas de um violão. O pequeno repertório, tanto em Webern quanto em Caymmi, não lhes diminuiu em nada a grandiosidade.
O italiano Rossini (1792-1868), que escreveu óperas divertidas como “O Barbeiro de Sevilha” (veja e ouça no vídeo abaixo, legendado), é o autor da célebre frase: “comer e amar, amar e beber, são os quatro atos da ópera de vida”. Preguiçoso, diz a lenda que costumava deitar-se, pena e tinteiro sobre o criado-mudo, e se punha a compor sem parar, prosseguindo até quando a preguiça já lhe havia possuído o corpo e passava a cochilar. Certa vez, deitado, deixou cair uma página da partitura; puxou o cordão amarrado na sineta que usava para chamar o criado e, não tendo sido atendido, enfezou-se mas não se levantou: pegou outra folha em branco e escreveu tudo novamente.

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