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sábado, 7 de julho de 2012

III e IV - O CUPIM E O VAMPIRO NO PAÍS DO CAFEZINHO E DA LEI DE GÉRSON – Os 10% do café e o cigarro do campeão.

A cultura dos 10% não se fixa nessa cifra exata, que é apenas referencial: ela é o símbolo da gorjeta, da “taxa de administração” do ‘mediador’, que pode chegar aos 20% ou bem mais. Viva o ‘rolo’! Salve o cambalacho e a chicana! (parece bradarem). A cultura dos 10, 1.000% enraizou-se em parte da administração pública, onde, como se diz, é comum se criarem dificuldades para venderem facilidades. Basta um “agrado”, que pode ser um vinho chileno, um uísque e até um apartamento no Guarujá ou emprego para “amigos e parentes, os vivos e defuntos”, como dizia a ladainha. Negócios enviesados engordam malas e cuecas e trazem retorno fácil via contratos com empresas de compadres ou familiares, estufando ‘cofrinhos’ de campanha - ou de champanha.
Dez por cento é uma cifra simbólica. Claro, de mil reais, são cem, e de um bilhão... Conforme o aporte obtido pelo intermediário ou do depositário da verba pública ou do alheio, o pilantra pode levar um título elegante, como “lobista” (“meu marido faz lobby no Planalto”, diria a ‘socialite’). Já o “laranja” é o idiota muitas vezes inocente de quem se suga o bagaço e se joga fora a casca. O país do cafezinho é zelosamente pavimentado: uma rodovia subterrânea percorre vários gabinetes onde o ‘lobista’ tem trânsito sem radares, e cujo tráfego é sinalizado pela malfadada “Lei de Gérson”. (Pobre campeão mundial, imortalizado não pelo chute certeiro e pelos ouros de seus títulos, mas por uma infeliz propaganda a que acedeu em fazer por dinheiro, tornando-se ele mesmo a primeira vítima de sua própria ‘lei’).

IV - O CUPIM E O VAMPIRO NO PAÍS DO CAFEZINHO E DA LEI DE GÉRSON – O pai relapso, o especulador e a sina do vampiro.
Resort em Miami
Um cidadão rico que descumpre sentença judicial por não pagar a devida pensão à sua filha menor pode tornar-se um herói, uma vítima, ‘pai honesto e trabalhador’, que consegue comprar um belíssimo apartamento no Morumbi e dar todos os ‘mimos’ para sua filhinha e a mãe, que tem a guarda da menor. Computadores, Ipads e Iphones, viagens ao Havaí e a Miami... mas esse pai, coitado, diz não poder honrar a pensão acertada em juízo. Ele prefere ser preso e não pagar, porque tem um papai para lá de famoso que obtém amplo espaço na TV para tentar comover a massa, ignara e crédula, que o assiste.
Da mesma forma, uma respeitável atriz brasileira sofre na TV com a prisão de seu filho, nos EUA (segundo ela, por “preconceito”), condenado por ter demonstrado rendimentos contraditórios para gerar grandes lucros com negócios imobiliários para lá de nebulosos. Lá fora, assim como no Brasil, sonegar é crime, mas aqui se dá um jeitinho: políticos e ‘lobistas’ acusados de sonegação - aliás, o menor dos crimes que lhes são imputados – seguem a regra e tentam retornar à cena do crime (quem sabe para dessa vez julgar seus réus?). 
Cupim
O país é vítima dessa doença incurável, infectada no sangue dos amorais, a vantagem declarada em ‘lei’ que parece impossível de ser revogada. O inseto do “país do cafezinho”, sob a Lei de Gérson, é o cupim - que rói o bolso do cidadão no dia a dia e cava o ralo do dinheiro público ao longo do ano. E a sina é a do vampiro: se deixar-se morder uma vez, você também vira um. 

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