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domingo, 9 de setembro de 2012

ANDRÉ RIEU, CORNUCÓPIA E FORMAÇÃO DE PÚBLICO

I- :O artista e sua cornucópia.
De uns tempos para cá ressurgiu no circuito acadêmico, dos músicos de orientação clássica e, especialmente, nas redes sociais, uma antiga discussão: trazer música sertaneja, samba ou música brega para apresentações sinfônicas traz público para a música clássica? Antes de discorrer um pouco sobre minha opinião, uma vez que não sou Ministro do STF, primeiro voto, para depois fundamentá-lo: não.
O tema é recidivo como uma doença crônica, e dessa vez os sintomas foram trazidos por um cidadão holandês que atende pelo nome de André Rieu. Milhares e milhares de dólares, valores incalculáveis, à frente no palco um violinista que não ingressaria em certa orquestra brasileira, um regente de fachada arrastando uma cornucópia de fazer inveja aos nossos “mensaleiros”. (Na Grécia antiga, hoje cambaleante nas contas públicas, a cornucópia era um vaso em forma de chifre, símbolo da fortuna e da abundância). A pergunta é: quantas pessoas – a despeito da opinião dos leigos que advogam o contrário – que foram aos concertos de Rieu ou adquiriram seus CDs e DVDs passaram a frequentar as salas de concerto e adquirir CDs de Mozart, Beethoven ou Haydn? Ainda não conheço nenhum, em que pese estar sempre disposto a ser apresentado a tal cidadão novo-frequentador de bons concertos. 

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