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sábado, 29 de setembro de 2012

II – Cármen Lúcia, Karajan, Celso de Mello e Schönberg.



O semblante da mineira Cármen Lúcia pode parecer amargurado, mas revela também a paciência e sabedoria das boas avós. Prefere votar de cor, e com seus cabelos naturalmente grisalhos, poderia ser um regente como Herbert Von Karajan: controle absoluto da música na cabeça, e doce mesmo ao dar uma sentença amarga. Quando escreve sobre servidores públicos, lembra Haydn e seus funcionários - mas não obedece ao príncipe como o compositor.
Toscanini
Schönberg
O tatuiano Celso de Mello, o mais antigo na corte, se fosse regente com certeza seria Toscanini: fiel à letra da partitura, faz uma leitura distanciada, quase que desprovida de emoção pessoal. A fidelidade ao texto era marca registrada do maestro italiano, que comungava com o ministro grande erudição. Se cantor popular, Mello seguramente seria um João Gilberto, aquela batida discreta no violão, a voz sem grandes ondulações e alterações de volume. Como compositor, talvez fosse Schönberg, pai do dodecafonismo, criando sobre regras bem definidas e matematicamente calculadas. 

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